Cabo Verde atento à gripe das aves “altamente patológico” registada na África Ocidental

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Criação de aves em Tiefenbach, Alemanha 11/01/2011 REUTERS/Michaela Rehle

Ainda não foi detetado nenhum caso suspeito no Arquipélago, mas as autoridades estão a tomar um conjunto de medidas de prevenção

A gripe das aves já chegou a África Ocidental, informou o Centro Regional de Saúde Animal, com sede em Bamako, no Mali.

Cabo Verde mostra-se preocupado com o surgimento da gripe e diz-se atento à situação.

Numa nota remetida ao OPAÍS.cv, a Direção Geral de Agricultura, Silvicultura e Pecuária, enquanto administração veterinária nacional, avança que a doença ainda não chegou ao Arquipélago, mas todas as medidas estão sendo tomadas para combater o possível contágio.

“Em Cabo Verde ainda não há suspeita, entretanto estamos a acompanhar a situação e a preparar para a tomada das medidas em caso de aparecimento de qualquer surto”, refere a nota.

As medidas que as autoridades têm em curso, centram-se na atualização do plano de contingência para a Prevenção, Controlo e Luta contra a Gripe Aviária “altamente patogénica” com a participação de parceiros, bem como preparação para a ativação da Comissão Nacional do Plano de Emergência.

Ainda, conforme a nota, as autoridades vão reforçar a vigilância epidemiológica veterinária a nível da DSP/Delegações do Ministério da Agricultura e Ambiente, assim como preparar o Laboratório Veterinário em meios para possível deteção precoce e rápida dos casos.

As Delegações do MAA para o reforço da vigilância epidemiológica no terreno serão alertados da situação e serão reforçados os Serviços de Inspeção sanitária a nível da coordenação e fronteiras internacionais, pontos de entrada de mercadorias, a fim de prevenir a entrada da doença, assim como informar e sensibilizar os diferentes atores no sentido de estarem atentos e notificar sobre quaisquer eventos e rumores que possam surgir, visando uma deteção precoce e resposta rápida.

Apela-se ainda a todos a manterem as aves domésticas confinadas e informar as autoridades veterinárias/Delegações do MAA e Administrativas, locais e nacionais sobre eventuais ocorrências de doenças e mortalidades anormais.

“Igualmente aconselhamos a todos a evitarem contato direto com aves mortas sobretudo selvagens e migratórias e alertar as autoridades veterinárias/Delegações do MAA em caso de algum evento sanitário com essas aves”, acrescenta a mesmanota, indicando que se deve reforçar as medidas de biossegurança dentro das instalações avícolas, nomeadamente higiene pessoal e das instalações, desinfeção e isolamento de doentes.