Observação é do Primeiro-Ministro durante debate parlamentar sobre o Crescimento Económico e Desenvolvimento Inclusivo
Ulisses Correia e Silva, destacou hoje no Parlamento que o País tem registado um crescimento económico sustentável, apesar dos desafios enfrentados nos últimos anos.
Durante o debate sobre Crescimento Econômico e Desenvolvimento Inclusivo, o Chefe do Governo lembrou que entre 2016 e 2019 a economia Cabo-verdiana cresceu, em média, cinco vezes mais do que no período de 2009 a 2015, mesmo em meio a sucessivas secas severas.
O PM sublinhou que esse crescimento contribuiu para a redução do desemprego e da pobreza, trazendo benefícios diretos para a população. “Em 2020, devido aos impactos da pandemia da Covid-19, a economia sofreu uma queda acentuada de 20,8%”, disse.
A recuperação veio nos anos seguintes, com um crescimento de 6,8% em 2021 e 15,8% em 2022.
Ulisses Correia e Silva destacou que a tendência positiva continuou em 2023 e 2024, com Cabo Verde a superar a média de crescimento dos países da África Subsariana.
Segundo os dados apresentados, as políticas ativas de emprego, proteção e inclusão social ajudaram a reduzir o desemprego para 10,3% e a pobreza para 24,7% em 2023.
Os impactos da pandemia e da guerra na Ucrânia também foram abordados pelo PM, com o Governo a a tomar medidas para conter a inflação e minimizar o impacto sobre as famílias, com ações como a redução do IVA sobre eletricidade e água de 15% para 8%, beneficiando 148.427 pessoas; redução de impostos sobre combustíveis; criação de taxa social de água e energia para famílias mais pobres, garantindo um desconto de 50% nas faturas e medidas para estabilização dos preços dos cereais e bonificação do preço da ração animal.
No setor da saúde, destacou que o Governo pretende ampliar o subsídio de doença para crianças dependentes até os 12 anos e aumentar a comparticipação do INPS em exames preventivos como rastreio do câncer da mama, útero e próstata.
O Primeiro-Ministro também anunciou medidas para apoiar estudantes universitários, incluindo um programa para ajudar na regularização de dívidas de propinas, bem como a oferta de habitação temporária e complementos de bolsas para estudantes que necessitam se deslocar para outras ilhas.
“Para as zonas rurais, um programa de geração de emprego será implementado em obras e projetos de investimento que demandem maior mão de obra, como desencravamento de localidades, construção de caminhos vicinais de interesse turístico e iniciativas voltadas à ação climática e ambiental”, enfatizou.


