Cabo Verde e Irlanda pretendem reforçar coordenação nos espaços multilaterais em questões de interesse mútuo

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Informação foi avançada pela Secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Miryan Vieira, em conferência de Imprensa para fazer o balanço de sua participação na Conferência em Dublin, Irlanda

Cabo Verde e Irlanda pretendem reforçar a coordenação nos espaços multilaterais em questões de mútuo interesse com parcerias para o desenvolvimento, o atendimento das especificidades de Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento, as questões atinentes às mudanças climáticas, o uso também do indicador que está a ser elaborado pela ONU que é o índice de vulnerabilidade multidimensional.

A Secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Miryan Vieira, avançou esta informação, em conferência de Imprensa para fazer o balanço de sua participação na Conferência em Dublin.

Miryan Viera avançou que teve oportunidade de ter um diálogo bilateral com as autoridades Irlandesas, como o Ministro dos Negócios Estrangeiros da Irlanda, onde teve a oportunidade de discorrer um pouco sobre as relações entre os dois países e também ventilar a possibilidade de reforçar a cooperação.

“Ventilamos a possibilidade de reforçar a cooperação, sobretudo no domínio da educação, dos Oceanos, economia azul, turismo e gestão das migrações”, disse a Secretária de Estado, realçando que a Irlanda é uma república onde mais de 80% da sua população vive fora, pelo que tem uma vasta experiência no aproveitamento daquilo que é o papel das Comunidades Emigradas no processo do desenvolvimento do País.

Nesse sentido, admitiu que querem dar “particular destaque” na troca de experiência em matéria do empoderamento da Diáspora, a sua contribuição para o processo de desenvolvimento.

Miryan Viera na ocasião também discorreu sobre um conjunto de mecanismos que estão a ser elaborados pela ONU, nomeadamente, o atendimento das especificidades de Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento, as questões atinentes às mudanças climáticas, e o uso do indicador, que é o índice de vulnerabilidade multidimensional que vai, de alguma forma, ter ou estabelecer critérios mais realistas no que toca ao aceso ao financiamento, sobretudo por parte de Pequenos Estados Insolares em Desenvolvimento.

“Queremos ter um critério que seja de fato realista e que venha permitir um acesso mais justo aos diferentes instrumentos de financiamento para os Pequenos Estados Insolares em Desenvolvimento”, reforçou.