Dados divulgados hoje, constam no Relatório sobre o estado da População Mundial
O Relatório sobre o estado da População Mundial publicado hoje pelo Fundo das Nações Unidas para a População, FNUAP, e divulgado pelo Ministério da Saúde, indica que Cabo Verde ocupa o segundo lugar no Índice de mortalidade materna entre os países da CPLP, com 42 óbitos por cada 100.000 nascidos vivos, precedido apenas por Portugal que apresenta 12 óbitos.
Dos restantes países, a Guiné-Bissau tem mais mortes, 725 para cada 100 mil nascidos vivos, de seguida Angola, com 222, e Timor-Leste registando 204 óbitos.
Em Moçambique, as mortes de mães chegam a 127 para cada 100 mil nascidos vivos, São Tomé e Príncipe 146 e Brasil 72.
No indicador sobre o Índice de Cobertura Universal de Saúde, Cabo Verde ocupa o terceiro lugar, com 69% da taxa de acesso universal de saúde, no conjunto dos países da CPLP, precedido de Portugal com 84% e do Brasil com 75%, que ocupa o segundo lugar.
Conforme disse a representante do Fundo de População das Nações Unidas, UNFPA, Mónica Ferro, citado no documento, o relatório mostra que as pessoas, hoje, ainda não são capazes de atingir os seus objetivos reprodutivos devido a gravidezes “não intencionais, à falta de contraceção ou cuidados obstétricos de qualidade, infertilidade, instabilidade económica entre tantos outros desafios”.
O levantamento destaca a ação de governos tentando influenciar taxas de fertilidade devido a preocupações com a demografia, entretanto, para melhores resultados, conforme o documento, a recomendação é que as mulheres possam escolher o momento de gerar seus filhos.


