Cabo Verde acaba de entrar no radar global como um dos mais ousados projetos tecnológicos em África
A prestigiada NBC4 Washington, nos Estados Unidos, destacou o País como a “nova aposta para se tornar o próximo hub tecnológico mundial”, numa reportagem que já circula em várias plataformas digitais e redes sociais e que passamos a traduzir abaixo:
O motivo? O TechPark Cabo Verde — um investimento de 55 milhões de Dólares — que posiciona o Arquipélago como uma ponte digital estratégica entre África, Europa e Américas.
O Secretário de Estado da Economia Digital, Pedro Lopes, definiu o projeto como “um porto seguro para startups e talentos”.

Por sua vez Carlos Monteiro, PCA do TechPark, reforçou a visão. “De Cabo Verde, com os nossos talentos, podemos servir o mundo. É isso que está a começar a acontecer aqui.”

Mais que edifícios, um movimento nacional
A reportagem mostra como Cabo Verde, um pequeno País insular sem grandes recursos naturais, está a apostar no capital humano e na tecnologia para transformar a sua economia.
Monteiro foi claro: “Não temos minérios para exportar, mas temos o know how e a força de trabalho das pessoas. Queremos exportar serviços e gerar rendimento para a nossa economia”.
Essa visão é também partilhada pelo Embaixador de Cabo Verde nos EUA, José Luís Monteiro, que destacou a prioridade nacional no desenvolvimento de competências e inovação.

Infraestruturas de nível mundial
O TechPark inclui dois campus, um na Praia (já em operação) e outro em Mindelo (em expansão), oferecendo um centro de dados Tier III, incubadora de startups, centro empresarial, centro de conferências, centro de formação e certificação, além de terrenos para futuros projetos.
O Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) financiou 48,7 milhões de Dólares para o projeto, sendo a restante a contrapartida nacional que aposta forte em Inteligência Artificial, fintech, e-governança, saúde digital e Internet das Coisas.
Investimento que inspira
Pedro Lopes destacou que, para um País com um orçamento inferior a 1 bilião de Dólares, investir mais de 120 milhões de Dólares em tecnologia em apenas dois anos “é um feito notável”.
O parque tecnológico já emprega mais de 300 profissionais em 23 empresas e projeta criar milhares de novos empregos, com forte aposta na formação de jovens e mulheres em áreas digitais, segundo Monteiro
Foco na Diáspora
Outro diferencial do TechPark é a sua aposta na Diáspora Cabo-verdiana. Cabo-verdianos altamente qualificados no exterior devem regressar para integrar o projeto, atraídos não só pelos incentivos financeiros, mas pelo “propósito” de construir um futuro digital para o país.
Segurança e Futuro Digital
O centro de dados nacional e o centro de operações de cibersegurança, em construção, garantem a soberania digital, com empresas já a prestar serviços na Europa e em África.
Visão de longo prazo
O objetivo é claro: consolidar Cabo Verde como “o cruzamento digital do Atlântico”, exportando serviços e soluções tecnológicas para o mundo, enquanto retém talentos e cria oportunidades para as novas gerações.
Como resumiu Pedro Lopes: “Daqui a 10 anos, imagino jovens de todo o mundo, sentados com cabo-verdianos, a beber água de coco e a resolver os desafios globais.”
Confira aqui a reportagem original na NBC4


