Cabo Verde e Timor-Leste destacam-se pelos bons resultados na luta contra a malária

Cabo Verde e Timor-Leste são os países Lusófonos que se destacam positivamente no mais recente relatório da Organização Mundial da Saúde, OMS, sobre a malária, que será hoje apresentado, juntamente com uma nova iniciativa para combater a doença

A propósito do Dia Mundial da Malária, que se assinala domingo, a OMS felicitou hoje o número crescente de países que estão a aproximar, e a alcançar zero casos de paludismo. Segundo a OMS, dos 87 países com malária, 46 reportaram menos de 10.000 casos da doença em 2019, em comparação com 26 países em 2000.

No final de 2020, 24 países tinham comunicado a interrupção da transmissão do paludismo durante três anos ou mais. Destes, 11 foram certificados como isentos de malária pela OMS. “Muitos dos países que hoje reconhecemos transportaram, em tempos, um fardo muito pesado de malária. Os seus sucessos foram duramente conquistados e só vieram após décadas de ação concertada”, disse o Diretor-Geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, acrescentando que “juntos, eles mostraram ao mundo que a eliminação da malária é um objetivo viável para todos os países”.

Segundo a OMS, através da iniciativa E-2020, lançada em 2017 e que consistiu no apoio a 21 países nos seus esforços para chegar a zero casos de paludismo até 2020, oito países atingiram essa meta: Cabo Verde, Argélia, Belize, China, El Salvador, República Islâmica do Irão, Malásia e Paraguai.

A organização destaca ainda os “excelentes progressos” registados em países como Timor-Leste, que reportou apenas um caso indígena, e o Butão, a Costa Rica e o Nepal, com menos de 100 casos. “O sucesso é impulsionado, antes de mais, pelo compromisso político dentro de um País endémico para acabar com a doença”, disse Pedro Alonso, Diretor do Programa Global da OMS contra a Malária.

Este compromisso, prosseguiu, traduz-se “num financiamento interno que é frequentemente sustentado ao longo de muitas décadas, mesmo depois de um País estar livre da malária”. A maioria dos países que chegam ao paludismo zero têm sistemas de cuidados de saúde primários fortes que asseguram o acesso a serviços de prevenção, diagnóstico e tratamento do paludismo, sem dificuldades financeiras, para todas as pessoas que vivem dentro das suas fronteiras – independentemente da sua nacionalidade ou estatuto legal, refere a OMS.

Com base nos sucessos do E-2020, a OMS identificou um novo grupo de 25 países com potencial para erradicar a malária dentro de um prazo de cinco anos, lançando hoje a iniciativa E-2025, que tem esse propósito. “Através da iniciativa E-2025, lançada hoje, estes países receberão apoio especializado e orientação técnica à medida que trabalham para o objetivo de erradicar a malária”, indica a OMS.

Segundo os dados mais recentes sobre a malária, seis países da sub-região do Grande Mekong – Camboja, China (província de Yunnan), República Democrática Popular do Laos, Myanmar, Tailândia e Vietname – deram “grandes passos” em direção ao seu objetivo comum de eliminação da doença até 2030.

Nestes seis países, o número de casos notificados de malária diminuiu 97% e as mortes foram reduzidas em mais de 99%, passando de 6.000 para 15, entre 2000 e 2020.

1 COMENTÁRIO

  1. O que se espera, é que o “novo Paicv” a ser fundado, depois do afundanço nas eleições do domingo passado, é que este partido ganhe um pouco mais de juízo, e deixe de apoucar dos ganhos que o Governo do MpD e o País estão a conseguir.

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