Observação é do Ministro das Comunidades, e foi feita em Paris, França, no quadro do lançamento do programa do Decénio Jubilar da presença da Igreja Católica em Cabo Verde
As Dioceses Cabo-verdianas lançaram este domingo, 4, na Capital Francesa, o programa do Decénio Jubilar dos 500 anos da presença da Igreja Católica em Cabo Verde, um evento copresidido pelo Ministro das Comunidades e pelo Bispo de Mindelo.
Ao intervir na abertura do encontro, em representação do Governo, o Ministro das Comunidades pontuou que Cabo Verde é um País Cristão e Católico desde a gesta da descoberta, em 1460.
“No cruzamento dos povos e continentes nasceu o povo das Ilhas hoje espalhado em mais 40 países e regiões do mundo”, assinalou Jorge Santos, pontuando que perto de 75% da população Cabo-verdiana é Cristã e Católica, segundo dados do INE.
“Na Europa, estimamos viver mais de 450 mil Cabo-verdianos”, ajuntou Jorge Santos, observando que estes conterrâneos “vivem, trabalham, produzem riqueza e expandem a cultura das Ilhas”.
Só em França, estima-se existir “mais de 60 mil” Cabo-verdianos entre a primeira, segunda, terceira e quarta gerações, e Cabo Verde “orgulha-se” da sua Diáspora em França. “A razão desse orgulho está aqui nessa moldura humana presente nesta belíssima cerimónia”, enfatizou.
“Cabo Verde é também a Igreja Católica”, considerou o Ministro, que aproveitou o momento para sublinhar a contribuição da Igreja Católica na formação do homem Cabo-verdiano, no seu modo de vida e na sua forma de estar, “fato que nos tornam culturalmente partes dos valores da civilização ocidental e Europeia, com os quais nos relacionamos, nos acolher para trabalhar e nos é solidário”.
No seu discurso, Jorge Santos teceu elogios ao trabalho da Igreja Católica no Arquipélago no decurso dos quase 500 anos. “Somos marcados culturalmente pela Igreja Católica e culturalmente o povo de Cabo Verde devolve essa marca à Igreja Católica, com a sua própria história, com a sua profunda morabeza e com a sua participação”, disse, para mais adiante enaltecer a “importância” da Igreja Católica no setor da educação, “que deve ser vista numa perspetiva diacrónica, holística e missionária, não só nos vários momentos vivenciados no passado, mas interpretada através de um enquadramento sociológico”.
O MdC também elogiou a ação da Igreja Católica na estruturação da personalidade das pessoas e no controle social em Cabo Verde, com “efeitos diretos” sobre a educação, a moral e sobre os usos e os costumes do povo Cabo-verdiano.


