Na mais recente lista das nações Africanas com melhor liberdade de Imprensa, divulgada, ontem, 13 de março, pelo portal Africa Business Insider, Cabo Verde reforçou o seu estatuto como uma das referências no Continente
O ranking, que inclui os dez países Africanos mais bem colocados em termos de liberdade de expressão e qualidade do jornalismo, confirma a posição de destaque de Cabo Verde e realça a solidez das suas instituições democráticas.
O relatório revela que, apesar de desafios comuns em vários países Africanos, entre os quais censura e pressões políticas, Cabo Verde tem sabido promover um ambiente seguro para os profissionais de Imprensa.
O País destaca-se pelo respeito aos valores democráticos, bem como pelo compromisso com a transparência governamental e pela proteção legal oferecida aos Jornalistas.
Segundo especialistas, a estabilidade política de Cabo Verde é um dos ingredientes que contribui para o notável progresso na liberdade de Imprensa.
Há menos casos de intimidação e censura do que noutras partes do Continente. Além disso, o arcabouço jurídico Cabo-verdiano garante direitos fundamentais à liberdade de expressão e de pensamento, assegurando que o exercício do jornalismo seja livre e responsável.
A relevância dessa conquista vai além da simples menção no ranking: reflete-se na credibilidade da informação que circula pelo País, atrai investimentos externos e fortalece a imagem de Cabo Verde como destino seguro para o turismo e para negócios.
Para muitas organizações de defesa dos direitos humanos, a manutenção desse patamar de liberdade é crucial para o fortalecimento da democracia e o bem-estar da população.
Mesmo com esse reconhecimento, autoridades e entidades ligadas ao setor da Comunicação Social sublinham que ainda há melhorias por fazer. É preciso reforçar a educação, ampliar o acesso à Internet – sobretudo em regiões mais afastadas –, e fomentar uma cultura de debate aberto sem receio de represálias.
Especialistas apontam que, se esses passos forem dados de forma consistente, Cabo Verde consolidar-se-á, cada vez mais, como um modelo de liberdade de Imprensa no continente Africano.
Em suma, a presença de Cabo Verde neste grupo seletivo das nações Africanas com melhor liberdade de Imprensa é um feito considerável e um sinal de esperança. Num contexto em que muitos países ainda enfrentam dificuldades para garantir a liberdade de expressão, o exemplo Cabo-verdiano demonstra que uma democracia sólida e leis protetoras podem criar o ambiente ideal para um jornalismo livre e independente – um bem inestimável para qualquer Sociedade.


