Cabo Verde impede atracação do navio Hondius após surto respiratório com mortes a bordo

0

A embarcação permanece em alto mar sob acompanhamento permanente das autoridades sanitárias

O Ministério da Saúde informou hoje que acompanha, desde o primeiro momento, a situação do navio de cruzeiro MV/NV Hondius, que entrou nas águas de Cabo Verde no dia 3 de maio, após a notificação por entidades sanitárias internacionais de um surto de doença respiratória a bordo, com ocorrência de casos graves e óbitos.

Segundo o comunicado oficial, após avaliação técnica e epidemiológica, as autoridades sanitárias nacionais decidiram não autorizar a atracação da embarcação no Porto da Praia, aplicando o princípio da precaução e em conformidade com o Regulamento Sanitário Internacional, com o objetivo de proteger a saúde pública nacional.

A embarcação transporta 147 pessoas, entre passageiros e tripulantes. Deste total, três pessoas apresentaram sintomas e foram avaliadas e assistidas por uma equipa de saúde, encontrando-se atualmente clinicamente estáveis.

O Ministério da Saúde assegura que o navio permanece em alto mar sob acompanhamento permanente das autoridades sanitárias. Para garantir a resposta médica necessária, foi destacada uma equipa composta por médicos especialistas, enfermeiros e técnicos de laboratório, estando igualmente preparadas medidas hospitalares no Hospital Dr. Agostinho Neto para eventual necessidade de cuidados diferenciados.

De acordo com a tutela, a situação está a ser acompanhada através de uma articulação entre a Direção Nacional da Saúde, estruturas locais de saúde, Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP), autoridades marítimas e portuárias, além do suporte da Organização Mundial da Saúde (OMS) em Cabo Verde e África, pontos focais do Regulamento Sanitário Internacional e autoridades dos Países Baixos e do Reino Unido.

O Governo garante que, até ao momento, não existe qualquer risco para a população em terra, assegurando que a situação “está sob controlo” e que todas as medidas de precaução necessárias continuam a ser preparadas, incluindo uma eventual evacuação sanitária por avião ambulância.

No comunicado, as autoridades apelam ainda à serenidade da população e reafirmam o compromisso com a transparência, segurança e proteção da saúde pública.

O Ministério da Saúde aproveitou ainda para esclarecer que a hantavirose é uma doença infeciosa aguda e grave transmitida por roedores silvestres, causada por vírus do género Orthohantavirus. A infeção ocorre principalmente pela inalação de partículas contaminadas por urina, fezes ou saliva de ratos, podendo evoluir para síndromes cardiopulmonares ou renais graves.

COMENTE ESTA NOTÍCIA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui