Cabo Verde já realiza ensaios em imuno-histoquímica

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Administração do Hospital Universitário Agostinho Neto confirmou a realização, com sucesso, dos primeiros ensaios

Trata-se de um grande passo na medicina a nível nacional, reconhece a Coordenadora do Programa Nacional de Luta contra o Cancro, a Médica Carla Barbosa, para quem a realização destes estudos na Cidade da Praia significa poupança para as famílias, uma vez que os ensaios eram realizados no exterior e às custas do paciente.

“A partir de agora nós estamos a trabalhar para validar este estudo no hospital, para que os nossos doentes, com diagnóstico de cancro de mama, tenham um tratamento adequado”, informou a médica, em declarações aos Jornalistas, ontem na Cidade da Praia.

Cabo Verde monta assim o seu Laboratório de Biologia Molecular, com financiamento da Fundação Calouste Gulbenkian.

Pamela Borges, investigadora principal do referido projeto visa dar suporte e promover, não só, o diagnostico do cancro da mama aqui no País, mas também fomentar a investigação básica, mas com possibilidade de a estender para outros tipos de cancro.

“O principal objetivo é diminuir o tempo de resposta”, indicou a especialistas, fazendo saber que a ideia é trabalhar “conjuntamente” no sentido de implementar esta técnica, e técnicas alternativas, para permitir o diagnostico atempado em Cabo Verde.

O PCA do HUAN destacou mais esta conquista para o sistema nacional de Saúde, e falou em “grande orgulho” para o maior Hospital nacional poder resolver internamente os problemas de saúde, sobretudo nesta área em que, em cada quatro doentes diagnosticados com cancro da mama, mais de 50% são diagnosticados na fase 3 e 4.

“Queremos com este ensaio ganhar em termos de tempo e acreditamos que esta é uma nova etapa em que terem os menos custos com envio de amostras para Portugal, teremos condições de realizar os nossos ensaios aqui no País e, seguramente, vamos ganhar também em termos de custos intangíveis que é o sofrimento e a dor para as famílias”, enfatizou.