Janine Lélis destacou que esta classificação representa um importante reconhecimento dos esforços do País na promoção da transparência, da boa governação e da accountability
Governo manifestou satisfação pela liderança de Cabo Verde no ranking da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa no Índice de Perceção da Corrupção 2025, divulgado pela organização Transparência Internacional, considerando que o resultado reforça a confiança no País a nível interno e internacional.
Cabo Verde obteve uma pontuação de 62 pontos, posicionando-se como o País lusófono melhor classificado, à frente de Portugal (56), sendo os únicos dois países da CPLP acima da marca dos 50 pontos, considerada indicativa de níveis mais elevados de integridade no setor público.
Em conferência de imprensa, a Ministra de Estado e da Presidência do Conselho de Ministros e dos Assuntos Parlamentares, Janine Lélis, destacou que esta classificação representa um importante reconhecimento dos esforços do País na promoção da transparência, da boa governação e da accountability.
“Esta posição é muito importante para renovar a confiança no País, nomeadamente no investimento estrangeiro e no desenvolvimento económico”, afirmou, sublinhando que o Executivo tem vindo a implementar reformas estruturantes para reforçar a transparência no funcionamento do Estado.
Entre as medidas apontadas, Janine Lélis destacou a criação do Portal da Transparência, a aprovação de novas leis, o reforço do papel do Tribunal de Contas e o aumento da transparência nos processos de aquisições públicas e concursos.
Segundo a Ministra, estas iniciativas contribuem para o fortalecimento da cidadania ativa, garantindo aos cidadãos maior acesso à informação e consolidando um ambiente de confiança essencial ao desenvolvimento do País.
O Índice de Perceção da Corrupção 2025 avaliou 182 países e territórios, numa escala de 0 (altamente corrupto) a 100 (muito íntegro). Enquanto Cabo Verde lidera a CPLP, outros países da comunidade apresentam pontuações mais baixas, incluindo Brasil (35), Angola (32), Guiné-Bissau (21), Moçambique (21) e Guiné Equatorial (15), que ocupa a última posição.
A Transparência Internacional alerta que a média global do índice caiu para 42 pontos, a primeira descida em mais de uma década, indicando que a maioria dos países continua a enfrentar dificuldades no combate à corrupção.


