O presidente do Governo dos Açores, José Manuel Bolieiro, defendeu, no encerramento das Jornadas Atlânticas de Turismo 2026, um turismo mais sustentável, resiliente e capaz de beneficiar diretamente as populações locais
Cabo Verde, Madeira e Açores reforçaram a cooperação no sector do turismo durante as Jornadas Atlânticas de Turismo 2026, realizadas em Velas, na ilha de São Jorge, nos Açores. O encontro reuniu representantes dos três arquipélagos para discutir os desafios e as oportunidades do turismo insular.
A iniciativa decorreu no âmbito da geminação entre os municípios de Velas, Sal e Porto Santo, procurando aprofundar a partilha de experiências e promover projetos conjuntos nas áreas do turismo, sustentabilidade e desenvolvimento das regiões insulares.
Na sessão de encerramento, o presidente do Governo dos Açores, José Manuel Bolieiro, citado pela RTP Açores, defendeu uma estratégia turística assente na sustentabilidade, na resiliência e na valorização dos territórios, sublinhando que o desenvolvimento do sector deve traduzir-se em benefícios concretos para as comunidades locais.
“O turismo só é bom se for bom para a população residente”, afirmou Bolieiro, defendendo que o crescimento da atividade turística deve ser acompanhado por melhorias na qualidade de vida das populações.
O presidente do Governo dos Açores apelou igualmente à resiliência dos empresários do sector perante as atuais mudanças no mercado turístico, defendendo a continuidade da aposta nos Açores como destino sustentável.
Com o tema “Turismo Inteligente nas Ilhas Atlânticas”, as jornadas abordaram questões como as novas tecnologias, as alterações climáticas, a evolução dos mercados e a procura por destinos mais autênticos e sustentáveis.
A participação de Cabo Verde, através do município do Sal, reforça a aproximação entre os três arquipélagos atlânticos e a procura de respostas comuns para desafios como a sustentabilidade, a mobilidade, a inovação e a diversificação da oferta turística.
A cooperação entre Velas, Sal e Porto Santo pretende, desta forma, transformar a experiência partilhada pelos três territórios numa plataforma de desenvolvimento turístico sustentável e de maior valorização das comunidades insulares.





