Novo programa com Fundo Monetário Internacional está ancorado em 4 eixos fundamentais que na opinião do Vice Primeiro-Ministro vão priorizar a estabilidade a vários níveis
Derivado da tripla crise que afeta o Arquipélago, Cabo Verde tomou a decisão de pedir um novo programa de apoio ao FMI, anunciou o Vice Primeiro-Ministro e Ministro das Finanças e do Fomento Empresarial.
Olavo Correia deu esta garantia na sequência de uma missão do FMI no nosso País e assegurou que o programa está ancorado em 4 eixos fundamentais que vão “priorizar” a estabilidade a vários níveis, nomeadamente, financeiros, dos preços, cambiais e macroeconómico.
“A situação económica atual de Cabo Verde é difícil”, reconheceu o governante, observando que o País está a viver os impactos de uma “tripla crise”, mais de três anos de seca, Covid-19 e agora guerra na Ucrânia. “Este contexto tem impacto muito exigente sobre o quadro económico, o quadro orçamental, mas também sobre o rendimento das famílias”, reconheceu, admitindo que o Governo “tem de dar resposta célere” a vários níveis neste contexto, sobretudo para “entrarmos brevemente numa trajetória de retoma de atividade económica”.
Cabo Verde, assinalou Olavo Correia, “já fez vários programas” com o FMI, tendo uma “curva de experiência boa”, relativamente à sua “gestão”, pelo que pensa que “seria útil” para Cabo Verde continuar com o programa com a instituição.
“Estamos alinhados quanto aos cenários macroeconómicos, quanto às reformas, igualmente quanto à necessidade de continuarmos com o programa com o Fundo”, adicionou.
Segundo avança a Agência Lusa, o Chefe da missão do FMI, Alex Segura-Ubiergo, perspetivou que há condições para o organismo apoiar um “programa de reformas sólidas e credíveis” no Arquipélago.
“Estamos confiantes que o FMI vai conseguir dar o seu apoio ao Governo no contexto de um novo programa de reformas económicas de Cabo Verde”, afirmou, na Cidade da Praia.
“Nos próximos dias vamos concluir as nossas discussões e estou confiante que vamos ter os elementos necessários para poder apresentar ao nosso conselho de administração um programa de reformas sólidas e cedíveis, que vai ajudar o País a enfrentar esta nova crise”, acrescentou.


