Cabo Verde perdeu um “bom cristão” e um “servidor”

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É desta forma que o Pároco de Nossa Senhora de Ajuda, nos Mosteiros, comenta a morte do seu paroquiano, Luís Giovanni, falecido no passado dia 31, em Portugal, e que vai a enterrar no sábado

O Padre Egídio Santos, Pároco dos Mosteiros, na ilha do Fogo, disse esta manhã ao OPAÍS.cv, que Luís Giovanni Rodrigues, falecido na sequência do espancamento a que foi vítima em Bragança, era um “bom cristão” e que com a sua morte Mosteiros, a ilha do Fogo e Cabo Verde perdem um “servidor, alguém que estava sempre pronto para ajudar”.

“É difícil, ainda, falar do Giovanni, emociono-me”, começou por dizer o Sacerdote que conviveu de perto com o jovem, que na Igreja nos Mosteiros servia como acólito, como escuteiro, no grupo coral e em várias outras tarefas. “Para qualquer assunto que o chamasses ele estava disponível”, recordou.

O Pároco de Nossa Senhora de Ajuda, recorda uma pessoa “sorridente e alegre”, um “jovem de amor”, que perde a vida de forma bárbara.

“Ele era um servidor não somente na Igreja mas também na Sociedade”, atesta.

Os restos mortais de Luís Giovanni chegaram ontem ao Fogo, para o funeral que será realizado no sábado, 18, devendo as cerimónias iniciaram pelas 9 horas.

O corpo que desde a noite de ontem está no Centro de Saúde dos Mosteiros será levado, no sábado, pelas 9 horas, em cortejo para a casa dos avós, em Fajãzinha, seguindo-se depois para a casa dos pais, em Queimada Guincho, para depois ser levado para o átrio da Câmara Municipal, onde haverá uma homenagem pública, com algumas intervenções, nomeadamente, de colegas dos grupos musicais que ele integrou, do Presidente do Instituto Politécnico de Bragança, onde estava a cursar, e do Edil dos Mosteiros.

Posto isto, a urna segue, sempre em cortejo, para o átrio da Igreja Matriz, na Cidade de Igreja,  onde será rezada a Missa de corpo presente, devendo no final registar-se várias outras intervenções, nomeadamente, de representantes dos vários movimentos paroquiais que o Giovanni integrou, e outras personalidades, para depois seguir, em procissão, para o cemitério dos Mosteiros, para a sepultura.

Recorda-se que Luís Giovanni morreu no dia 31 de dezembro, 10 dias depois de estar em coma, devido a pancada que levou numa trágica noite em Bragança. O caso foi mantido em segredo até à sua morte no último dia do ano.

No passado sábado, 11, no País, em Bragança e em várias outras Cidades do mundo, registou-se marchas silenciosas e vigílias pelo malogrado. Todos estão a pedir Justiça face a esta bárbara e prematura morte.

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