Cabo Verde: Pés no chão e olhos no futuro

0

Cada dia que passa aparecem boas notícias sobre Cabo Verde. O país tem sido bem avaliado lá fora, o que mostra que estamos num bom caminho. Isso não quer dizer que tudo esteja bem — porque não está. Ainda temos problemas que o povo sente no dia a dia.

Um dos maiores problemas é a justiça. Há processos parados há 10, 20, 30 e até 40 anos. Isso não pode continuar. A próxima campanha deve falar claro sobre como resolver esta morosidade, porque justiça atrasada é justiça negada.

Também há dificuldades sociais, pobreza e desigualdades. Ninguém pode negar isso. Mas perante esses desafios, o povo deve pensar bem: quem tem condições reais para resolver os problemas sem pôr o país em risco?

Vivemos num mundo onde é preciso equilíbrio, parceria e responsabilidade. Cabo Verde não vive sozinho. Precisamos de confiança internacional, de estabilidade e de respeito pelas instituições. E isso não se constrói com promessas fáceis ou soluções mágicas.

É por isso que muita gente olha com preocupação quando o novo PAICV aparece a prometer quase tudo de graça em vários setores da economia, como se o dinheiro aparecesse do nada. O povo sabe que nada é de graça. Quando alguém promete tudo sem explicar como vai pagar, o risco é o país inteiro acabar a pagar a conta no futuro.

Cabo Verde já passou por momentos difíceis — pandemia, crises internacionais, aumento dos preços no mundo — e mesmo assim conseguiu manter estabilidade e continuar a crescer. Isso não acontece por sorte. Acontece com liderança prudente e decisões responsáveis.

Apesar das dificuldades, o governo liderado por Ulisses Correia e Silva tem conseguido enfrentar crises, fazer a economia crescer e reduzir a pobreza pouco a pouco. Ainda há muito por fazer, sim, mas o caminho tem sido de trabalho e realismo.

O povo cabo-verdiano é inteligente. Sabe distinguir entre propostas sérias e promessas que nem passam no menino Jesus. A política não pode ser brincadeira. O futuro de Cabo Verde é coisa séria.

No momento de decidir, cada cidadão deve pensar com calma: escolher quem mantém o país estável, melhora o que está mal e trabalha com os pés assentes na terra.

Porque Cabo Verde precisa de soluções reais — não de ilusões.