Possibilidade é admitida pelo Diretor Nacional da Saúde que afirma que o Estado poderá recorrer a quarentena obrigatória, caso o risco de importação de coronavírus aumentar no País
Artur Correia falava à RCV, sobre as críticas de alguns segmentos da Sociedade civil, principalmente nas redes sociais, fizeram de que o Governo tem falhado na sua estratégia de prevenção do vírus ao não colocar em quarentenas cidadãos que entraram no País, proveniente da China.
O Diretor Nacional da Saúde sublinhou entao que não se tomou aquela posição porque ainda a situação não se justifica, explicando que em Wuhan, epicentro do coronavírus, todas as pessoas estão em quarentena domiciliária, inclusive os estudantes Cabo-verdianos, precisando ainda que todas eles estão proibidos de sair de casa.
Este, no entanto, não é o caso de Cabo Verde, acrescentou Artur Correia, sublinhando, contudo, que caso houver necessidade, o Governo irá recorrer a essa prática também. “Nós não fizemos ainda é esperemos que não venhamos a fazer porque trabalhamos com riscos, não com o ouvir dizer, mas analisando as coisas de forma profissional, técnica, com bases em evidências e com normas internacionais”, observou, lembrando não haver nenhuma norma da OMS a dizer “que quem tenha saído da China deve sofrer quarentena”.
O DNS afiança, que das pessoas que entraram no País, até então não têm o risco ao ponto de os obrigar a uma quarentena. Todavia, garante que se chegou à conclusão de que se a situação evoluir ao ponto de o risco se elevar “não temos tabu nenhum” em recorrer a quarentena obrigatória.
Na semana passada, o Hospital Batista de Sousa, em São Vicente, garantiu que tem já reservado um lugar para caso houver necessidade de ser utilizado como quarentena. Hoje a Administração do Hospital Central da Praia afirmou estar a preparar um espaço para isolar pessoas que venham a apresentar casos suspeitos de coronavírus.


