Cabo Verde pretende criar Plano Nacional para Promoção do Investimentos da Diáspora

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Anúncio foi feito pelo Ministro das Comunidades, por ocasião da sua participação nos Encontros da PNAID22, em Fátima, Portugal, e diz acreditar que levará deste Encontros algumas ideias que poderão servir de base para a construção deste projeto

Realçando sobre os instrumentos legais criado pelo Governo para melhor potenciar a contribuição financeira e garantir aos Cabo-verdianos empreendedores residentes fora do País e melhorar os incentivos fiscais e aduaneiros, o Ministro das Comunidades na sua intervenção no painel “Programa de Apoio ao Investimento da Diáspora”, no Programa Nacional de Apoio ao Investimento da Diáspora, PNAID, em Fátima, Portugal, anunciou que inspirados na realidade Portuguesa, o Governo de Cabo Verde pretende criar o Programa Nacional para a Promoção do Investimento da Diáspora, pelo que acredita que levará destes Encontros do PNAID algumas ideias que poderão servir de base para a construção deste projeto.

Jorge Santos voltou a reconhecer o contributo que a Diáspora Cabo-verdiana tem dado para o crescimento do País, ambicionando que este contributo seja integrado numa estratégia de desenvolvimento para Cabo Verde, neste particular “sufragando o desígnio” do atual Governo, “que é de atribuir centralidade” à Diáspora Cabo-verdiana.

Jorge Santos garantiu que continuará a empenhar-se, com sentido de Estado, nesta causa maior que é, efetivamente, a de estabelecer uma estratégia de proximidade com a comunidade Cabo-verdiana emigradas e descendentes, de forma inovadora, original, consentânea com as demandas reais dessa comunidade.

“Pretendemos que o País acelere o nível de conhecimento que deve ter sobre as nossas Diáspora, através de produção e sistematização de estatísticas oficiais, pois não é expetável sonharmos com um Cabo Verde desenvolvido, não integrando mais de 2/3 da nossa população que se encontra expatriada nos cinco continentes”, disse.

Na ocasião, o governante ainda debruçou sobre o Plano Estratégico das Comunidades, que segundo ele foi adotado pelo atual Governo, através do Ministério das Comunidades, e em linha com a Direção Nacional do Plano, no quadro da elaboração do Plano Estratégicos de Médio Prazo, através do qual se dá um relevante sinal político à Diáspora, no sentido de demonstrar como pretende realizar, no horizonte da Legislatura, o Programa do Governo na parte que diz respeito às Comunidades no exterior.