Posição é conhecida na véspera da VI Cimeira bilateral entre os dois países que acontece amanhã, na Capital Cabo-verdiana, na presença dos dois Primeiros-Ministros
Os governos de Cabo Verde e de Portugal vão estar reunidos, na segunda-feira, na Cidade da Praia, na sua VI Cimeira bilateral na qual vai ser assinado um novo instrumento quinquenal de cooperação, denominado de Programa Estratégico de Cooperação 2022-2026, PEC.
Os setores económicos, financeiros, empresarial, comercial, da Justiça, da segurança, dos transportes, da saúde e da educação vão estar em cima da mesa de discussões entre as delegações ministeriais chefiadas pelos Primeiros-Ministros de Cabo Verde e de Portugal, respetivamente, Ulisses Correia e Silva e António Costa.
Para além do PEC, serão ainda assinados mais 5 instrumentos jurídicos bilaterais, nomeadamente, um Memorando de Entendimento para o Apoio direto ao Orçamento de Estado no período 2022-2026, e um outro sobre Cooperação no Domínio Jurídico e da Administração da Justiça.
Destaca-se ainda, um Acordo de Parceria para Implementação do Programa de Cooperação Técnico-Policial e Proteção Civil e um Protocolo de Cooperação relativo à Implementação da Rede de Bibliotecas Escolares e do Plano Nacional de Leitura de Cabo Verde, bem como um Memorando de Entendimento nos domínios do Desporto e da Juventude.
Vai merecer ainda uma atenção especial, o Acordo sobre a Mobilidade entre os Estados-membros da CPLP, ratificado por Portugal e Cabo Verde, instrumento de grande importância não só para cimentar ainda mais os laços de amizade, de cooperação e cumplicidade entre os dois povos, mas também por se constituir em elemento potenciador dos programas, projetos e ações previstos no presente PEC e, noutros instrumentos, nos mais variados domínios, designadamente da economia, educação, ciência, tecnologia e cultura, gerando novas oportunidades.
A Cooperação com Portugal é considerada por autoridades Cabo-verdianas como “estratégica, estruturante e profícua” e na qual se enfatiza o programa de cooperação cambial entre os dois países que permite a paridade fixa da moeda Cabo-verdiana em relação ao Euro.
Refira-se ainda a importância desta cooperação a nível da Educação em que se enaltece o facto de que Portugal acolhe, atualmente, mais de dois mil estudantes Cabo-verdianos no ensino superior, nas áreas da medicina, do direito, de entre outras, e também no ensino da formação profissional. Na saúde, essa cooperação é relevante ainda por Portugal acolher cerca de 700 doentes em tratamento permanente.


