Diretora Geral do FMI, Kristalina Georgieva, falava na abertura da assembleia geral do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional
A Diretora Geral do FMI deu conta de “boas notícias”, e confirmou que a inflação “está a recuar”, baixando dos 5,7% no quarto trimestre do ano passado, para 5,3% no segundo trimestre do ano em curso.
“Nossas perspetivas económicas mundiais veem a inflação global caindo para 5,3% no trimestre atual e ainda mais para 3,5% no quarto trimestre de 2025”, apontou a líder do FMI, reportando um “declínio mais rápido” nas economias avançadas.
Kristalina Georgieva enfatizou que as políticas monetárias rigorosas “funcionaram sem quebrar a espinha dorsal da economia global”.
No entanto, advertiu que ainda não é hora para comemorações, observando que mesmo que a inflação esteja caindo, “o novo e mais elevado nível de preços veio para ficar”, admitindo que as famílias “estão sofrendo” este impacto.
A DG do FMI projeta que o PIB mundial possa crescer a uma taxa média anémica de 3,2% ao ano durante os próximos 5 anos, ao passo que a dívida pública global “continuará a aumentar”.
Os governos de cada País, observou a DG do FMI, enfrentam “um dilema” ou até mesmo um “trilema”, de “grandes necessidades de gastos, limites políticos em matéria de tributação e a necessidade de reconstruir reservas”, pelo que a mobilização de receitas internas “será fundamental” para que muitos países completem este círculo.
“Os investimentos, nomeadamente, em clima e tecnologia, devem ser protegidos”, recomendou.
Cabo Verde está representado nesta assembleia geral pelo Vice-Primeiro-Ministro e Ministro das Finanças e do Fomento Empresarial, tendo o nosso País sido referenciado como um dos casos de sucesso na gestão do programa do FMI, resultado da boa gestão macroeconómica.


