Ulisses Correia e Silva fez essa consideração no seu discurso na Conferência dos Oceanos das Nações Unidas, a decorrer em Lisboa, desde ontem
O Primeiro-Ministro, Ulisses Correia e Silva, que está a participar na Conferência das Nações Unidas sobre os Oceanos no qual teve a sua intervenção hoje, reafirmou o compromisso de Cabo Verde no acolhimento de um Centro Multinacional de Cooperação Marítima da Zona G.
O PM diz que Cabo Verde é 99% mar, por isso é fortemente exposto às mudanças climáticas e a choques externos, neste sentido, diz que o Arquipélago tem “toda a razão” para proteger o mar “que nos banha”.
Entretanto, relembrou dos investimentos e reformas políticas executados nesse sentido e que Cabo Verde já dispõe, nomeadamente de uma carta de política da Economia Azul, uma zona especial de economia Marítima, um Campus do Mar orientado para o conhecimento, a investigação e a qualificação profissional e cerca de 7% do mar territorial classificado como áreas marinhas protegidas.
“Cabo Verde está a rever a lei do plástico para reforçar as medidas preventivas contra a poluição. Cabo Verde está a preparar um Pacto de Sustentabilidade no Turismo. Hotéis Verdes, sem plásticos, com energias renováveis, com forte nexo água, com economia circular da água, com veículos elétricos e com selo de qualidade sanitária. Criamos incentivos ao investimento para o efeito”, sublinhou o Chefe do Governo, que aproveitou a ocasião para realçar sobre o trabalho das Nações Unidas e concretamente do seu Secretário-Geral, António Guterres, no contexto mundial relativamente às crises humanitárias, climáticas, sanitárias e económica.
“Cabo Verde manifesta total convergência e apoio ao apelo das Nações Unidas à ação para salvar os oceanos e proteger o futuro”, realçou


