O maior número de espécies se concentra na Ilha de Santiago
No âmbito do ato central da comemoração do Dia Internacional da Biodiversidade, celebrado sob o lema “Construindo um Futuro para toda Vida”, a técnica do Instituto Nacional de Investigação e Desenvolvimento Agrário, Aline Monteiro, revelou que Cabo Verde tem registado cerca de 7.500 espécies, sendo 50% terrestre e 50% marinha.
De acordo com a bióloga, são várias as ameaças que contribuem para a perda da biodiversidade, mas as que se destacam é a falta de chuva, o facto de Cabo Verde ser um arquipélago, um País vulnerável, com escassez de recursos naturais.
O Ministro da Agricultura e Ambiente, incumbido de presidir o ato central, por sua vez afirmou que o lema deste ano desafia todos a assumirem o compromisso de construir uma aliança permanente entre o homem, a natureza e os vários setores de atividade humana e de interesse para a conservação da biodiversidade.
Gilberto Silva ainda lembrou que Cabo Verde alcançou ganhos que permitiram melhorar e construir toda a política de conservação, a nível da legislação, melhorar a atuação, em linha com os princípios e normas de conservação a nível internacional, e criar áreas protegidas e de conservação de espécies específicas.
O 22 de maio foi proclamado pelas Nações Unidas como Dia Internacional da Biodiversidade, sendo que este ano o lema escolhido pelo Secretariado da Convenção sobre Diversidade Biológica é “Nós somos parte da solução”, que pretende relembrar a cada um de nós que somos parte integrante da natureza e que a solução se encontra nas nossas mãos.


