O Governo de Cabo Verde fez muito bem em NÃO PARTICIPAR no teatro totalitário e deprimente de São Petersburgo, uma “cimeira” ad hoc montada, sobretudo, para lavar a imagem de um DITADOR sem escrúpulos e criminoso de guerra, acossado, neste momento, por um Mandado de Captura Internacional, emitido, nos devidos termos, pelo Tribunal Penal Internacional.
A Dignidade Nacional NÃO pode ser vendida por um prato de lentilhas e somos, de resto, por opção existencial, um Estado de direito democrático que respeita os direitos humanos, a “rule of law” e um conjunto de princípios fundamentais em matéria das Relações Internacionais.
É este, seguramente, o maior ACTIVO de Cabo Verde e o “soft power” que nos garante, inquestionavelmente, a perene respeitabilidade no concerto das nações, em busca, merecidamente, de um grau superior de Civilização e de Desenvolvimento Humano.
A nossa diplomacia, recusando os caducos pressupostos do partido único, tem de ser perpassada, de alto a baixo, pela CONSTITUIÇÃO DA LIBERDADE.
A Rússia do sr. Putin só serve para desestabilizar o continente africano, patrocinando golpes de Estado, campanhas massivas de desinformação e caos político, e roubando, através do grupo Wagner (alguém falou do “neonazismo”?!), diamantes e outros minérios preciosos, que assim alimentam, mui tristemente, um Estado terrorista e apostado, já com vários e preocupantes exemplos, em guerras de pura agressão e conquista ilegal de territórios vizinhos, prática internacionalmente abolida desde a época da II Guerra Mundial.
O retrocesso é clamoroso.
No Sudão, e em conluio, desde há vários anos, com um sátrapa chamado Omar al-Bashir, os mercenários saquearam biliões de dólares em ouro, contornando as sanções internacionais ainda em curso e impedindo, pela violência, qualquer esforço de democratização nesse martirizado país africano.
A Rússia lidera o tráfico de armas em África.
Fomenta e sustenta, com o fino instinto do cão de Pavlov, autocracias, regimes militares corruptos e Estados falhados.
Persegue, implacavelmente, a imprensa livre.
Vladimir Putin, iludido, quiçá, por glórias efémeras do passado, retomou a tradição bélica de Hitler e J. Stalin e revelou, sem qualquer disfarce, a sua verdadeira face.
É um tirano menor, obcecado, que quer restaurar o velho império soviético, utilizando, para tal, fantoches de toda a espécie.
Ps: ao sair repentinamente do acordo de cereais, o sr. Putin, maquiavelicamente, fez aumentar o preço dos cereais e enriquecer os cofres do Kremlin; a inflação global piorou; e o petit dictateur NÃO FEZ nenhuma “doação” de cereais aos 6 países africanos, como se diz bovinamente por aí; isso foi pago, generosamente, por um rico Estado do Médio Oriente. Pesquisem, minha gente! Não sejam ingénuos…



Democracia, em Cabo Verde, meu caro amigo? Você sabe muito bem que vivemos uma democracia de falcatrua, em vários aspetos da sua hodierna medição. No dia em que formos sérios haveremos de convir que devemos ser sérios, tão sérios como os genuínos e baluartes das ideias democráticas. Ninguém é democrata enquanto estiver a orquestrar todas as manhas e maquinações, para subjugar os que pensam de maneira diferente. Contudo, é preciso sermos crentes e continuar a lançar um pedra por cada dia das nossas vidas para edificar o monumento palpável e sensível da democracia.
Pois é, mister Bakó!
A democracia não existe, actualmente, em Cabo Verde, mas só na Rússia governada por Vladimir Putin, onde os opositores políticos são presos e fuzilados, os jornalistas silenciados e quem disser que houve a invasão da Ucrânia, em vez de “operação militar especial”, apanha logo 15 anos prisão.
A democracia só existe no país dos cleptocratas amigos do regime e do grupo Wagner, que explora desabridamente os recursos naturais africanos e chacina aldeias autóctones inteiras, desintegrando países como o Mali, Níger ou República Centro-Africana.
A democracia, para o grande mister Bakó, só existe quando triunfa a cartilha marxista-leninista.
Por exemplo, tínhamos democracia em Cabo Verde durante a macabra ditadura do partido único, de 1975 a 1990.
Aí sim é que havia verdadeira democracia!
Senhor Trouré, eu não conheço nenhum país comunista desde que nasci. E sequer aceitei fazer qualquer tipo de formação ou viagem a esses lendários lugares. A minha cultura é toda ela ocidental e francamente liberal. Você sabe muito bem que a democracia cabo-verdiana é uma miragem, por enquanto. Uma procissão no adro da igreja. Vamos para lá. Um dia havemos de chegar. A pior patetice da nossa gente é comparar o país com reles exemplo. Por que o senhor não almeja uma democracia ao nível da Finlândia, Suécia e Noruega? Vai logo para Russia de Putin. Significa que o senhor está contente com muito pouco. Nós devemos almejar e trabalhar para que sejamos o melhor exemplo da democracia. Passe bem e reflita sobre o estado da nossa atual denominada democracia.
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