Cabo Verde tomou medidas atempadas para reduzir os efeitos da Covid-19

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Observação é da líder da Bancada do MpD. Joana Rosa sublinha que caso não se tivesse tomado medidas certas e atempadas, os efeitos poderiam ser piores

O Governo tomou de forma “certa e atempada” as medidas para reduzir os efeitos da Covid-19, no País. De acordo com Joana Rosa, perante o alerta do novo coronavírus, antes mesmo que a OMS o tivesse declarado uma pandemia, o Governo “atempadamente” começou a tomar medidas, visando reduzir os seus efeitos no País. “Foi assim que medidas de interdição de voos de e para Itália foram tomadas, férias escolares foram antecipadas, com o estado de calamidade decretado pelo Governo, seguido do estado de emergência decretado pelo Presidente da República”.

A líder Parlamentar do MpD, que falava na abertura do debate com o Primeiro-Ministro, sob o tema “as respostas sanitárias, económicas e sociais para o novo contexto da pandemia de Covid-19”, avançou que, desde quando se soube da Covid-19, as autoridades nacionais começaram a trabalhar, planificando ações a serem desenvolvidas, com vista a reduzir, no mínimo, os efeitos da pandemia.

O Ministério da Saúde e da Segurança Social mandou realizar um estudo, para fazer as projeções dos efeitos da Covid, no País, e as projeções “não foram animadoras, pois indicavam um número assustador de mortes”, mas isso, caso o Governo não tivesse tomado as medidas que tomou.

Cabo Verde enquanto pequena economia, que depende do turismo, viu-se obrigado a fechar fronteiras, encerrar serviços públicos e privados, o que obrigou com que, “muitos Cabo-verdianos fossem para o desemprego e/ou com salário a reduzir-se”. Entretanto, diz, a Deputada, isso não acontece só em Cabo Verde, mas sim em todo o mundo.

Antes da pandemia, Cabo Verde estava a crescer 5,7%, mesmo com 3 anos consecutivos de seca severa, desemprego estava a reduzir, caindo de 15% em 2016 para 11,3% em 2019. “O desemprego jovem que era de 41% passou para 24,9%, os investimentos privados nacionais e estrangeiros cresciam com boa dinâmica, o turismo estava a caminho de um milhão de turistas, o rendimento e o consumo das famílias estavam a aumentar, a massa salarial da Administração Pública a aumentar, passou de 17,5 milhares de Contos em 2015 para 20,7 milhares de Contos em 2019, e o consumo das famílias cresceu 4%/ano”, disse.

De realçar que o investimento jovem na formação profissional, em estágios profissionais e no empreendedorismo, e em todo o País registava “uma boa dinâmica” de investimentos.

Já no contexto atual da pandemia, o setor da Saúde tem sido a prioridade máxima em todos os níveis de atuação.  O Governo tem vindo a criar todas as condições para que o País continue a fazer um bom combate no plano epidemiológico em relação ao novo coronavírus, acrescentou, dizendo que no início da pandemia não havia nenhum laboratório de virologia no País, e hoje 7 meses depois, existe 6 laboratórios, beneficiando as Ilhas de Santiago, São Vicente, Sal, Boa Vista e Fogo.

Não obstante os impactos negativos resultantes desta crise, o Governo adotou medidas emergenciais visando garantir o rendimento aos trabalhadores, implementando o Lay-Off, permitindo a que milhares de empregados recebessem 70% do seu salário e o Tesouro conseguiu, mesmo perante o confinamento, pagar 100% de salário aos funcionários e agentes públicos.

De sublinhar que até o FMI e o Banco Mundial já felicitaram Cabo Verde pelas medidas adotadas e atempadas para minimizar os efeitos da Covid-19, no País.

Ainda no debate desta manhã, a líder do PAICV, reconheceu que o Governo tomou boas medidas para fazer face à pandemia, mas considerou JHA que o Executivo pecou pela demora na implementação das mesmas.

Para ela, apesar dos investimentos feitos, o País não está a conseguir minimizar o nível de transmissão da doença.

Já para o lider da UCID, é preciso que os políticos sejam os primeiros a dar o exemplo, no combate ao vírus, exemplificando com o que aconteceu nas campanhas eleitorais, com Partidos a desrespeitarem os pacto feito com a CNE.