Cabo-verdiana que abandonou bebé no caixote de lixo em Portugal vai sair da prisão

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Sara Furtado tinha sido condenada a 9 anos de prisão, mas a pena foi reduzida. Os juízes argumentam decisão com alegada perturbação pós-parto, pelo que será libertada em setembro

A mãe Cabo-verdiana, Sara Furtado que teria abandonado o seu filho recém-nascido num caixote de lixo, em Lisboa, Portugal, vai sair da prisão no próximo mês.

A jovem teria sido condenada na primeira instância a 9 anos de prisão, mas o Supremo Tribunal reduziu a pena para um ano e 10 meses.

Segundo avançou o Jornal “Público”, um dos argumentos invocados pelos juízes relaciona-se com a alegada perturbação pós-parto que terá afetado o discernimento da jovem.

Recorde-se que tudo aconteceu na madrugada de 4 para 5 de novembro de 2019, quando Sara Furtado, com pouco mais de 20 anos, que vivia na rua arrumando carros, teve o bebé sozinha colocando-o depois num caixote de lixo ainda com resquícios do parto.

O bebé foi encontrado pelos sem-abrigo e transportado ao Hospital Dona Estefânia e depois transferido para a Maternidade Alfredo da Costa por não carecer de cuidados complexos médicos e cirúrgicos, apesar de se encontrar em hipotermia.

Sara Furtado confessou que deitou o bebé num ecoponto, não para se desfazer dele mas com a intenção de que fosse encontrado, justificando o ato com a “vergonha” e o “medo” de ter um filho e viver na rua.

1 COMENTÁRIO

  1. O desespero de uma jovem, abandonada na rua da amargura e rejeitada por aqueles que por obrigação moral e ética, tinham de o ajudá-la, fecharam lhe a porta, complicando ainda mais, a sua. vida . Por fim, deu no que deu, quando sozinha, o seu companheiro do dia-a-dia, o demónio, era o seu conselheiro, que nas noites das trevas, lhe sussurrava baixinho nos ouvidos. Foi ainda, submetida a um julgamento, sem dor e piedade, na qual, ignoraram todas as peripécias da vida, que um ser humano pode enfrentar sozinho e com vários problemas ainda do foro psicológico e a condenaram numa pena pesada. Como a lei permite o recurso, a instância superior, depois de analisar a fundo, as causas que motivaram o triste episódio, naquela
    noite terrível dela, decidiu reduzir a sua pena máxima, para que logo em setembro deixe a prisão e recuperar a sua liberdade, coisa fundamental, para um ser humano.

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