Orlando Dias, Deputado nacional e da CEDEAO fez tal constatação durante o Seminário parlamentar que decorria na Capital da Libéria
O Deputado do Parlamento da CEDEAO e Presidente da Comissão Especializada da Saúde e Assuntos Sociais, o Cabo-verdiano Orlando Dias, reconheceu na última quinta-feira, 4, em Monróvia, durante o Seminário Parlamentar promovido pelo Parlamento da CEDEAO que “alguns objetivos” da Visão 2020 da CEDEAO “não foram atingidos”, e justificou que algumas questões exigem “curto, médio e longo prazo, dado a sua transversalidade”.
Orlando Dias aponta que é necessário “reforçar” alguns aspetos agora no quadro da visão 2050. “O primeiro, de natureza basilar, tem que ver, justamente, com a segurança, a Paz, a boa governação, a democracia, a credibilidade das nossas instituições e gestão transparente dos bens públicos”, refere, citado numa comunicação distribuída à Comunicação Social.
O desenvolvimento económico da sub-região, pela via da industrialização, do setor dos transportes marítimos, aéreos e terrestres e das infraestruturas como estradas, energia, saneamento básico, urbanização, habitação, transações económicas e comerciais é, na perspetiva do Deputado do MpD junto da CEDEAO, um imperativo categórico dos 15 Estados-membros da CEDEAO.
“Temos de passar a produzir mais na nossa sub-região. Neste momento, somos um espaço com mais consumidores. Ou seja, importamos mais do que exportamos. Paradoxalmente, somos uma comunidade rica em matéria-prima. Em vez de estarmos a enviar matérias-primas para a industrialização nos países desenvolvidos, devíamos, juntamente com esses países, industrializar a nossa sub-região, através da produção e exportação para esses países”, defendeu.
Por outro lado, Orlando Dias considera “fundamental” para o cumprimento da Visão 2050, que os Estados-membros da CEDEAO “apliquem, pelo menos, entre 30 e 40% dos seus orçamentos no setor da educação” segundo ele “chave” para o desenvolvimento.
Ainda no domínio da educação, o Deputado defende uma grande aposta no sistema de massificação do ensino, na sua gratuitidade para as pessoas mais desfavorecidas, na qualidade, na investigação científica e na tecnologia.
Orlando Dias não esqueceu, o setor da saúde, para que os 15 possam atingir os objetivos da Visão 2050. “Há muito que a CEDEAO (…) propôs que os nossos Estados, apliquem pelo menos 15% dos seus orçamentos, no setor da saúde, para que possamos universalizar os nossos sistemas de saúde e reduzir a mortalidade materna, a mortalidade geral, a mortalidade infantil e melhorar o acesso aos nossos cidadãos aos estabelecimentos de prestação dos cuidados de saúde”, lembrou, destacando a luta contra as doenças infetocontagiosas e as doenças crónicas não transmissíveis, como uma das principais prioridades das politicas públicas dos governos da sub-região.


