Cabo-verdiano ressarcido em um milhão de Dólares por crime que não cometeu

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Caso remonta a 2019, e vinha na sequência de um crime de assassinato ocorrido em 1988, em Pawtucket

Um Cabo-verdiano identificado como João Monteiro, natural da Ilha Brava, cujo nome foi envolvido num suposto caso de assassinato de uma menina de 10 anos, corria o ano de 1988, na Cidade Norte-americana de Pawtucket, vai ser ressarcido pela Justiça dos EUA, em um milhão de Dólares, mas vai dizendo que esse dinheiro “não é nada” diante da destruição da sua vida.

Segundo escreve o “Onda Kriolu”, a acusação contra o Cabo-verdiano foi retirada 7 meses após a acusação, por se provar, via ADN, que não havia evidências da sua participação na morte de menina.

Com seu nome exposto na praça pública e mídias pelas piores razões, o cidadão de 64 anos de idade diz que as pessoas olham-no como “criminoso”, pelo que tem evitado sair de casa para convívios sociais.

“Onde seja que eu vá, pessoas apontam-me o dedo e acusam-me de criminoso”, comenta, citado pela fonte que vimos citando, acentuando que a sua vida foi, simplesmente, destruída. “Eles destruíram a minha vida”, disse.

O processo de indemnização foi movido pelo próprio Bravense, que indicou que as provas contra ele foram fabricadas por detetives.

Na sequência da acusação, em 2019, Monteiro perdeu trabalho, casa e dignidade.