A Caixa Económica de Cabo Verde, CECV, prepara-se para uma mudança antecipada na sua liderança, com a nomeação de Emanuel Miranda para presidente do Conselho de Administração, numa decisão tomada quando faltam cerca de 14 meses para o fim do mandato dos atuais órgãos sociais
A operação, ainda dependente da aprovação do Banco de Cabo Verde, poderá implicar o pagamento de indemnizações aos administradores afastados.
A decisão foi tomada na Assembleia Geral realizada no início desta semana, por impulso da Unidade de Acompanhamento do Setor Empresarial do Estado, que promoveu a escolha de novos titulares para todos os órgãos sociais da instituição bancária.
A nova administração, liderada por Emanuel Miranda, só poderá assumir plenamente as suas funções após receber a necessária autorização do BCV, entidade responsável pela supervisão do sistema bancário nacional.
Até lá, mantém-se em funções a atual administração, cujo principal rosto é António Moreira, presidente da Comissão Executiva.
Mudança antecipada pode ter custos
A substituição dos órgãos sociais ocorre quando o mandato da atual equipa apenas termina em dezembro de 2027, levantando questões sobre os custos financeiros associados à cessação antecipada de funções.
Caso existam direitos indemnizatórios decorrentes dos contratos ou das condições de nomeação, a decisão poderá traduzir-se no pagamento de compensações aos administradores cessantes. O eventual montante e as condições desses pagamentos ainda não são conhecidos.
Esta poderá, assim, constituir uma das primeiras mudanças de maior impacto financeiro promovidas no setor empresarial do Estado pelo Governo liderado por Francisco Carvalho.
No caso da Caixa Económica, a questão assume particular relevância pela dimensão e importância da instituição no sistema financeiro cabo-verdiano.





