Câmara Municipal da Praia entrou numa “absoluta” derrapagem. Francisco revelou-se um “Presidente incapaz”

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Posição é do Coordenador da Comissão Política Concelhia da Praia do MpD. Beta diz que é preciso pôr fim à ilegalidade, à incompetência e ao descaso com o interesse público, acusando o Edil da Capital de estar “sem ideias, sem projeto, sem visão de futuro e de ditador que comporta como gangster”

O Coordenador da Comissão Política do MpD Praia disse hoje que a Câmara Municipal da Praia entrou numa “absoluta” derrapagem, com um Presidente que se revelou “incapaz”.

Alberto (Beta) Mello, que falava à Imprensa para reagir à “desgovernação” da Capital, disse que o PAICV prometeu “uma Praia para todos”, mas ofereceu “uma Praia para um”, e que os últimos acontecimentos vieram provar essa ideia.

O MpD-Praia acusou Francisco Carvalho de ser um “Presidente ditador” que não se entende nem com a sua equipa, que desconhece os princípios básicos da democracia, que tem uma acentuada dificuldade em agir nos termos da legalidade e que se pauta por uma incompetência confrangedora que está a empurrar para o retrocesso a Cidade Capital de Cabo Verde.

A Francisco Carvalho surgiram críticas, pela forma como está a “(des)governar” a Praia, e por ser um Presidente “sem ideias, sem projeto e sem visão de futuro”.

Para Beta, a Cidade da Praia está se transformando numa lixeira a céu aberto, com comércio informal desorganizado, com incapacidade de resposta dos serviços, com obras estruturantes paralizadas, e violações da legalidade.

“Francisco Carvalho garantiu que ia mudar a Cidade da Praia, neste particular cumpriu com a palavra dada. A Capital do País é um caos absoluto, com cerca de trinta obras de requalificação urbana paradas, colocando em causa a segurança dos munícipes, principalmente por emergência da época das chuvas e o seu impacto em obras inacabadas. Para já não falar dos prejuízos financeiros decorrentes da degradação do material já edificado”, disse Beta, afirmando que Francisco Carvalho tão pouco conhece minimamente o que sejam as funções de um Presidente de Câmara.

Carvalho, acrescenta Beta, comporta-se, ainda, como um “gangster”, de que é exemplo a condenável tentativa de intimidação ao antigo Vereador António Lopes da Silva, Tober, em reação a um artigo de opinião que escreveu, com o Presidente a fazer-se acompanhar de dois capangas de ar ameaçador e oratória de provocação.

Por toda essas ilegalidades, disse, Francisco Carvalho perdeu a autoridade e legitimidade política, depois de ser desautorizado pelos Vereadores, que anularam as suas decisões, nomeadamente a reformação e reafetação dos pelouros.

Ao mesmo tempo que invalidaram as decisões do Presidente, os Vereadores sublinharam apoio expresso à queixa-crime contra Francisco Carvalho, apresentada por dois Vereadores da maioria acusados por este de corrupção.

A Comissão Política da Praia do MpD disse que vai continuar a acompanhar a evolução dos acontecimentos na Autarquia, apelando também à autoridade do Estado para efetuar, “quanto mais rápido possível”, uma inspeção à Câmara Municipal, aos contratos firmados por Francisco Carvalho e às suas “reiteradas violações da legalidade”.

2 COMENTÁRIOS

  1. A situação da Câmara da Praia tornou-se de tal forma pantanosa que dificilmente possa ser concertada por compromissos de bastidores . A credibilidade de FC enquanto PCMP está ferida de morte e nenhuma retórica partidária ou politiqueira poderá recauchuta-la.
    Quem açambarca e usurpa poderes numa Organização nem e’ líder, nem gestor e muito menos promotor de transparência . Pelo contrário, esses atributos são sintomas de prepotência, opacidade e corrupção . Portanto, nenhuma fuga em frente, inconsequente, poderá transferir esses anátemas para Vereadores que nem assinam cheques, não contratam serviços e nem tiveram ainda tempo para promover qualquer tea. A essência do ordenamento jurídico Municipal em vigor pressupõe a gestão colegial dos interesses locais. As competências singulares do PCM em matéria de gestão são limitadíssimos. Nem Francisco nem os seus conselheiros parecem ter assimilado essa filosofia do direito autárquico a ponto de praticarem e divulgarem sistemáticos actos contrários à ordem jurídica autárquica, tornando insustentáveis qualquer possibilidade de vinganca das suas teses, em casos de litígio judicial.
    Enquanto isso, a burocracia, o lixo, a desordem urbana e o pessimismo tomaram conta da cidade da
    Praia.
    E, fica muito mal a Francisco Carvalho ter varios funcionários recentemente contratados para prestar serviços no município da Praia, a se entreterem nas redes sociais com as páginas de sua promoção, como por exemplo aquela de – “ Francisco Carvalho para Presidente do PAUCV”.
    Tornou-se indisfarçável que FC está afastando seus pares dos cofres da CMP porque está a usá-los, descaradamente, para financiar a sua desmedida ambição política. Pena e’ que nem tem estofo nem tem perfil, como bem prova o descalabro a que submeteu a Praia.

  2. Francisco e Janira formaram uma dupla para concertadamente controlarem o poder dentro do PAICV. Apesar do “Cabo Verde para Todos” ter batido na rocha e desmoronado, Janira tem orientado o Francisco que será através do -“Praia para todos” que eles vão ter de travar a assencao dos outros Camaradas, para manterem o controlo do poder dentro do PAICV. Ela simulou deixar a liderança do Partido, tentou criar o movimento -“Janira Fica”, não deu certo, teve de sair mas, atenção mandou marcar rapidamente eleições nas principais regiões políticas, para não dar tempo aos outros de se organizarem e concorrer e, desta forma, através do Calicas, da Rosa, da Carla Carvalho, manter o controle do Partido nessas Regiões. Instruiu a sua rede de que o melhor candidato para a sua estratégia de regressar em 2025 era o tolobasco do FC que serviria apenas para barrar o caminho aos outros possíveis candidatos, utilizando os recursos da Praia.
    Portanto, o Francisco está fazendo a sua parte, não estranhem !

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