Os líderes da UCID e do PAICV estiveram ontem em ações de campanha na Ilha de São Vicente, onde apresentaram críticas à governação atual e defenderam medidas voltadas para o ordenamento urbano, prevenção climática, descentralização e melhoria das condições sociais no País
O Presidente da UCID, João Santos Luís, esteve em Bela Vista, onde apontou problemas ligados à requalificação urbana e ao crescimento desorganizado da localidade, situação que, segundo afirmou, contribuiu para agravar os estragos provocados pela tempestade Erin, em agosto do ano passado.
O líder da UCID defendeu a criação de um Fundo Municipal de Emergências Climáticas, financiado pela Câmara Municipal, Orçamento do Estado e parceiros internacionais, destinado a apoiar ações de prevenção e resposta a fenómenos climáticos extremos.
João Santos Luís considerou ainda que, após a passagem da tempestade, as intervenções realizadas foram insuficientes, afirmando que o que tem havido “são remendos” e que ainda não foram executadas “obras estruturantes”. Entre as medidas propostas, destacou a construção de infraestruturas de proteção costeira, retenção de água e desentupimento de diques.
O dirigente da UCID acusou igualmente o Governo e a Câmara Municipal de São Vicente de utilizarem recursos públicos para influenciar os eleitores antes do sufrágio.
Já o Presidente do PAICV, Francisco Carvalho, discursou num comício em Monte Sossego, onde acusou o MpD de tentar desviar a atenção dos problemas que afetam a população.
Francisco Carvalho afirmou que o crescimento económico anunciado pelo Governo do MpD não tem produzido efeitos concretos na vida das pessoas, apontando a emigração jovem e a alegada destruição de empregos no meio rural como sinais das dificuldades enfrentadas pelo País.
No capítulo da descentralização, o líder do PAICV propôs a realização de uma consulta popular para definir o modelo a ser adotado em Cabo Verde, defendendo um referendo “totalmente livre” que permita aos cidadãos apresentarem propostas sobre a organização do poder local e regional.
Francisco Carvalho assegurou ainda que pretende aprofundar a descentralização e a desconcentração administrativa, prometendo uma governação mais próxima das Ilhas e das Câmaras Municipais.


