A segunda volta das eleições presidenciais em Portugal, agendada para domingo, dia 8, entre António José Seguro e André Ventura, decorre num contexto de forte instabilidade meteorológica
A campanha oficial começou no final de janeiro e prolonga-se até 6 próximo, último dia antes do período de reflexão. No terreno, no entanto, a persistência das condições de mau tempo, incluindo impactos da tempestade Kristin e avisos de chuva e vento fortes associados à depressão Leonardo, tem dificultado a realização de ações de campanha presenciais, deslocações e encontros com eleitores em várias regiões do País. Meteorologistas apontam para chuva intensa, vento forte e risco de inundações nos próximos dias, prolongando o cenário adverso até ao domingo eleitoral.
A Comissão Nacional de Eleições já admitiu que o mau tempo pode levar à alteração pontual de locais de voto em alguns Concelhos mais afetados, aconselhando os eleitores a confirmarem antecipadamente onde irão votar no dia 8. Em casos excecionais, se a situação de calamidade impedir a abertura de secções de voto, a lei prevê a possibilidade de adiamento da votação nesses locais para o domingo seguinte, embora até ao momento não exista nenhuma decisão concreta nessa direção.
Apesar dos desafios climáticos, as autoridades eleitorais e instituições públicas garantem que estão a ser tomadas medidas para assegurar que a votação decorra na data prevista, mantendo o empenho em proteger o direito de voto dos Portugueses.


