O motivo desse cancelamento deverá estar relacionado com o fato do pedido de auxílio da CEDEAO ter partido do ex-Primeiro-Ministro, Aristides Gomes. Nuno Nabian já tinha referido “esta missão não é bem-vindo na Guiné-Bissau”
A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental, CEDEAO, anunciou ontem que a missão que devia chegar hoje à Guiné-Bissau para ajudar a uma resolução do contencioso eleitoral foi cancelada.
Numa carta enviada ao Ministro da Presidência do Conselho de Ministros, Mamadu Serifo Jaquité, do Governo de Nuno Nabiam, o representante da CEDEAO em Bissau, embaixador Blaise Diplo-Djomand, refere que a missão foi anulada.
O Governo de Nuno Nabiam, nomeado Primeiro-Ministro pelo Presidente eleito do País, Umaro Sissoco Embaló, disse que a missão da CEDEAO não foi permitida e que a Ecomib vai cessar funções.
“À luz da nossa Constituição e do tratado da organização sub-regional – CEDEAO – esta missão não é bem-vinda e não permitiremos nenhuma delegação sem que antes tenha havido uma concertação prévia com o Governo liderado por Nuno Gomes Nabiam”, refere, em comunicado, o Ministro da Presidência do Conselho de Ministros, Mamadu Serifo Jaquité.
Em causa está uma carta enviada pelo representante da CEDEAO em Bissau ao Primeiro-Ministro demitido, Aristides Gomes, a solicitar um encontro com a missão de peritos constitucionais da organização que chega segunda-feira ao País para ajudar a resolver o contencioso eleitoral em curso.
Com Agência Lusa


