No debate da RTC, os candidatos apresentaram propostas centradas no reforço do setor da saúde, com o PP e a UCID a defenderem a eliminação da taxa moderadora, o PAICV a prometer gratuitidade dos cuidados de saúde, o MpD a destacar os investimentos feitos no SNS e no setor privado, enquanto o PTS propôs mais cobertura dos cuidados primários
O candidato do PP, Amado Barbosa, afirmou que a saúde em Cabo Verde enfrenta vários desafios, defendendo mais investimentos e melhorias no funcionamento do setor. “Temos constatado que várias pessoas recorrem ao Senegal ou Portugal porque a saúde em Cabo Verde não corresponde às necessidades de tratamento. Há falta de medicamentos, consumíveis e recursos humanos. A taxa moderadora tem de reduzir ou ser eliminada e o orçamento da saúde deve crescer para modernizarmos o serviço”, afirmou.
O líder do PAICV, Francisco Carvalho, defendeu a gratuitidade dos cuidados de saúde e maior valorização dos profissionais do setor. “Vamos assumir a gratuitidade no setor da saúde porque os Cabo-verdianos não conseguem suportar os custos. Temos de melhorar os cuidados, reforçar a humanização e garantir orçamento para formação de médicos, enfermeiros e profissionais de saúde”, disse.
Por sua vez, o candidato do MpD, Ulisses Correia e Silva, destacou os investimentos realizados no Sistema Nacional de Saúde e questionou a viabilidade financeira das propostas do PAICV. “O Presidente do PAICV ainda não explicou como vai financiar a gratuitidade da saúde. O nosso Sistema Nacional de Saúde salvou vidas durante a pandemia da covid-19 e tivemos uma resposta rápida e segura também no caso do hantavírus”, declarou.
A candidata do PTS, Jónica Brito, defendeu uma saúde mais humanizada e investimentos em áreas específicas como saúde mental e emergência médica. “Queremos reforçar os cuidados primários de saúde, melhorar as evacuações interilhas, criar um sistema nacional de emergência médica e investir mais na saúde mental, sobretudo para apoiar os jovens”, afirmou.
Já o candidato da UCID, João Santos Luís, considerou que o País deve continuar a melhorar o setor e reduzir os custos suportados pelos utentes. “A saúde não espera e temos de humanizar o atendimento e reduzir as filas de espera. Defendemos a eliminação da taxa moderadora, revisão do mapa de comparticipação do INPS e o alargamento do horário das urgências nos centros de saúde”, declarou.


