Candidatura de Carlos Veiga vai levar José Maria Neves ao Tribunal

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Em causa estão um conjunto de “acusações e insinuações graves, desrespeitosas e infundadas” contra Carlos Veiga e contra o próprio País

A Candidatura presidencial de Carlos Veiga garantiu hoje que vai levar o candidato José Maria Neves à barra do Tribunal, para provar todas as “acusações e insinuações graves, desrespeitosas e infundadas” contra o antigo Primeiro-Ministro e também candidato, Carlos Veiga.

Segundo a direção de candidatura de Carlos Veiga, JMN fez essas acusações com o objetivo único de “beliscar a honorabilidade dos seus adversários e, mais grave, do próprio País”.

JMN teria induzido a ideia de que estariam a ser utilizados meios públicos na campanha eleitoral em benefício de um candidato, afirmando que os Cabo-verdianos deveriam se questionar sobre a origem do dinheiro gasto em “campanhas luxuosas”, num momento em que o País vive “tamanhas desigualdades socias, elevados níveis de desemprego e uma situação económica devastadora” provocada pela pandemia, chegando até de pedir a revisão da lei eleitoral, reforçando a capacidade punitiva sobre quem a desrespeite.

Face a isso, a candidatura Presidencial de Carlos Veiga, disse subscrever o reforço da punição contra todos aqueles que violam a Lei e os direitos fundamentais nela previstos, mas por outro lado vai apresentar uma quixa-crime por referidas acusações.

“Em política não vale tudo. A demagogia, o populismo, a intriga, a calúnia e o ataque ao bom-nome dos adversários não serão tolerados por esta candidatura. José Maria Neves vai ter que provar em tribunal as alegações da utilização de bens públicos, equipamentos e materiais luxuosos, que acusa terceiros de utilizarem nesta campanha presidencial. Vai, sobretudo, ter que provar onde residem as diferenças de meios utilizados pela sua e por esta candidatura” refere a candidatura de Carlos Veiga, num comunicado enviado ao OPAÍS.cv.

De acordo com a mesma fonte, o desespero eleitoral de JMN não lhe dá o direito de “conspurcar a honra de ninguém”, porque a verdade e a elevação constituem um imperativo no desempenho do cargo de Presidente da República. “É por comportamentos como este que consideramos que José Maria Neves não reúne a elevação e o sentido de estado necessários para o desempenho das superiores funções da Presidência”, realça, considerando que Cabo Verde necessita de união, sobretudo entre as mais altas figuras do Estado. “A união faz avançar. A divisão faz recuar”, lembrou.

 

1 COMENTÁRIO

  1. Em Janeiro de 2006, no dia das eleições, ao meio dia depois de ter votado na Escola Técnica da Achada de Santo Antônio, José Maria Neves declarou à imprensa ( TCV, RCV e imprensa escrita ) que muito dinheiro proveniente no barco tráfico estava a ser distribuído pelo MpD com o objectivo de ganhar as eleições. Em reação, o MpD presidido por Agostinho Lopes apresentou duas queixas crime com José Maria Neves que entretanto ganhou as eleições. Uma queixa ao CNE porque as declarações foram proferidas quando ainda decorria a votação podendo influenciar o eleitor ouvinte, que resgiria no voto ao saber da acusação feita que o MpD estava ligado ao narcotráfico. A segunda queixa ao PGR foi no sentido que as declarações eram caluniosas e que José Maria Neves tinha de provar as graves acusações. As queixas tiveram como suporte gravações. Até hoje estes dois casos não transitaram em julgado. Agora, ele vem fazer acusações. Estas recordações valerão algo ?

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