Casimiro de Pina lamenta “silêncio” em torno do escândalo que envolve Chefe de Estado

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Resultado da inspeção à gestão financeira na Presidência da República é um “horrível escândalo de corrupção e arbitrariedade”, analisa o jurista

Casimiro de Pina volta a abordar o resultado da inspeção à Presidência da República e critica o que considera silêncio da Comunicação Social, face aos resultados da Inspeção Geral das Finanças de detetou várias ilegalidades na gestão financeira do primeiro órgão de Soberania nacional.

Já ontem, Casimiro de Pina já tinha admitido que o PR cometeu 6 a 7 crimes.

Em mais uma publicação nas redes sociais, o candidato presidencial em 2021 lamenta o que considera “silêncio” de certos órgãos de Comunicação Social em torno do escândalo nacional que envolve o Chefe de Estado.

Casimiro de Pina diz que estamos face a um “horrível escândalo de corrupção e arbitrariedade”, praticado por José Maria Neves.

“Num País a sério, e numa democracia minimamente funcional, os jornais, as rádios e as televisões falariam do horrível escândalo de corrupção e arbitrariedade na Presidência da República do sr. José Neves 24 horas por dia, com análises cruzadas e pontos de vista de especialistas em Direito, Ciência Política, Gestão, Psicopatologia e áreas afins”, observa o jurista.

“Entre nós impera, todavia, o silêncio”, lamenta Casimiro de Pina.

“A mentalidade dominante é mesquinha. De perfil totalitário”, ajunta, constando haver uma “atmosfera sombria que impede, por inteiro, o triunfo dos Valores Constitucionais e do Estado de Direito”.

“O Governo e os Partidos políticos, rendidos à mediocridade, assobiam para o lado. Não querem saber”, criticou de seguida.

Entre as irregularidades que a IGF detetou na gestão financeira da Presidência, os dois anos de salário, ao valor de 310 contos, que JMN pagou à sua namorada para ser primeira-dama, os mais de 2 mil contos pagos a Marisa Morais para ser Conselheira jurídica, os subsídios a diversos colaboradores à margem da lei, entre outros.