Apesar de ser classificado pela OMS como um país de baixo risco de infecção por ébola, Cabo Verde vai reforçar a vigilância sanitária na sequência da confirmação de um caso na Nigéria
Cabo Verde vai reforçar a vigilância sanitária nos aeroportos internacionais e intensificar a preparação dos profissionais de saúde, na sequência da confirmação de um caso de ébola na Nigéria, apesar de a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificar o país como de baixo risco de infecção pelo vírus.
A diretora nacional de Saúde, Ana Paula Santos, explicou que as autoridades sanitárias vão reforçar as informações junto dos responsáveis e técnicos de saúde, com o objetivo de melhorar a identificação de sintomas e garantir uma resposta rápida perante eventuais casos suspeitos.
Segundo a responsável, será retomada uma plataforma de controlo que inclui um questionário dirigido aos passageiros à entrada no país, com perguntas sobre sintomas e os países por onde viajaram, permitindo identificar situações que possam exigir uma avaliação sanitária.
As medidas enquadram-se no plano de emergência aprovado em maio passado e visam reforçar a capacidade de prevenção e resposta das autoridades nacionais perante a evolução da situação epidemiológica na África Ocidental.
O ébola é uma doença viral grave, transmitida por contacto direto com sangue e outros fluidos corporais de pessoas infetadas, vivas ou mortas, bem como através de materiais contaminados.
A confirmação do caso na Nigéria volta a colocar em evidência a importância da vigilância sanitária na região, exigindo atenção redobrada das autoridades de saúde, mesmo em países considerados de baixo risco, como Cabo Verde.





