Caso de Giovanni chegou aos bombeiros como “alcoolizado caído”

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Cabo-verdiano espancado em Portugal morre no hospital

O caso do estudante Cabo-verdiano que morreu dias depois de ter sido espancado, em Bragança, chegou às autoridades locais como um possível “alcoolizado caído na rua”, sem menção a agressões ou ferimentos

O alerta chegou aos bombeiros por volta das 4 horas do dia 21 de dezembro como “intoxicação”, a classificação técnica da emergência médica para casos que podem envolver várias situações, nomeadamente venenos, álcool e produto estupefaciente.

De acordo com a Agência Lusa, só depois de ter chegado ao local e avaliado Luís Giovanni Rodrigues de 21 anos, é que a equipa constatou que o jovem apresentava um ferimento na cabeça e “verificou que se tratava de um possível traumatismo craniano”.

A possibilidade de o ferimento ter resultado de agressão foi levantada já depois de a vítima ter sido conduzida ao hospital de Bragança e transferida para o Hospital de Santo António, no Porto, onde morreu na madrugada de 31 de dezembro, como avançou o Jornal de Notícias.

Os bombeiros, acionados pelo Centro de Orientação de Doentes Urgentes, via 112, desconhecem quem fez a chamada e se o jovem Cabo-verdiano estava sozinho quando foi encontrado caído.

O jovem estava caído na Avenida Sá Carneiro, junto à loja W52, a alguns minutos a pé do bar Lagoa Azul, onde terá estado com um grupo de amigos e onde terá começado uma desavença, apontada como a origem da agressão.

O caso está a ser investigado pela Polícia Judiciária, que ainda não revelou se há suspeitos mas que aponta para “um motivo fútil” na origem do caso, segundo avança esta segunda-feira o jornal “Público”. O diário indica também que “a autópsia foi inconclusiva, não esclarecendo se a morte foi provocada pela agressão ou pela queda”, referindo ainda que a PJ terá afastado a tese de ódio racial associada à morte de Giovanni.

Com JN