O Parlamento Cabo-verdiano cumpriu hoje, quinta-feira, um minuto de silêncio em memória de Luís Giovanni Rodrigues, o jovem natural dos Mosteiros, falecido dia 31 último, após agressões em Bragança. Todos pedem Justiça
O caso Giovanny chegou esta manhã à Assembleia Nacional, com os Deputados da Nação a serem unânimes em afirmar que é preciso “agir” com inteligência, “dando vez” à diplomacia.
Para o Deputado do PAICV, Francisco Pereira, que destaca os laços históricos e de cooperação que marcam as relações entre Cabo Verde e Portugal, o nosso País deve “agir com inteligência, serenidade e responsabilidade”, assumindo “plena disponibilidade” de colaboração com as autoridades Portuguesas, para garantir que todos os esforços necessários sejam empreendidos com vista ao “pleno esclarecimento” dos fatos e para a condizente Justiça que o caso requer.
Por sua vez, os Deputados MpD, também lamentaram o sucedido com o nosso conterrâneo, afirmando que aguardam por explicações das autoridades Portuguesas.
O Deputado Carlos Lopes, que foi professor de Giovanni, nos Mosteiros, pediu Justiça, apelando que “todos nós, Cabo-verdianos, mas particularmente as entidades, nos unamos para que a Justiça seja célere e efetiva”.
O Deputado da ilha do Fogo afirmou mesmo que “malfeitores” impediram a Luís Giovany de concretizar o seu sonho de concluir o curso e ter uma carreira na música.
Recorda-se que a 21 de dezembro, em Bragança, Giovanni foi agredido por cerca de 15 pessoas, tendo sido transportado para os serviços de urgência e depois levado para o Hospital de Santo António, no Porto, onde viria a falecer no último dia do ano. O caso foi mantido em segredo até à sua morte.
As autoridades Portuguesas garantem estar a investigar os contornos do crime, mas ainda não se registou qualquer detenção.
O funeral está marcado para Mosteiros, em data a indicar. No sábado, várias manifestações saem às ruas, em Cabo Verde e Portugal, em repúdio por esta morte trágica.


