Caso Wikileaks. Londres decide hoje se opta pela extradição de Assange para os EUA

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Fundador do Wikileaks pode ser condenado, caso seja extraditado para os EUA, a 175 anos de prisão, por crime de espionagem e divulgação de mais de 700 mil documentos confidenciais sobre atividades militares e diplomáticas Norte-americanas, no Iraque e Afeganistão

A justiça Britânica deve anunciar hoje a decisão sobre o pedido de extradição do fundador do Wikileaks, Julian Assange, reclamado pelos Estados Unidos para o julgar pela divulgação de mais de 700 mil documentos confidenciais, sobre, sobre atividades militares e diplomáticas Norte-americanas, principalmente no Iraque e no Afeganistão, desde 2010.

Os Estados Unidos podem condenar o fundador do WikiLeaks a 175 anos de prisão, caso seja extraditado para os EUA, por supostamente ter colocado em perigo fontes dos serviços Norte-americanos, uma acusação que Assange contesta.

Julian Assange foi preso em Londres em abril de 2019, depois de sete anos a viver na embaixada equatoriana, onde se refugiou após violar as condições da sua liberdade condicional por receio de ser extraditado para os Estados Unidos.

O relator das Nações sobre temas relacionados com tortura, Niels Melzer, enviou na terça-feira passada uma carta aberta ao Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pedindo-lhe para perdoar o fundador do Wikileaks e defendendo que Julian Assange não é um “inimigo do povo norte-americano”. Segundo o relator da ONU, Julian Assange não pirateou nem roubou nenhuma das informações que publicou, tendo-as obtido “de fontes e documentos genuínos, da mesma forma que qualquer outro jornalista de investigação sério e independente” faria.

“Processar Assange por publicar informações verdadeiras sobre condutas oficiais graves, seja na América ou noutro país, constitui aquilo que se chama ‘matar o mensageiro'”, afirmou, sublinhando que ao perdoar Assange, o Presidente Norte-americano estaria a enviar “uma mensagem clara de justiça, verdade e humanidade” ao povo americano e ao mundo, “reabilitando um homem valente que sofreu injustiças, perseguições e humilhações durante mais de uma década, só por dizer a verdade”, alegou.

Enquanto aguarda a decisão Britânica, o fundador do Wikileaks está detido na prisão de alta segurança de Belmarsh, em Londres, tendo as condições em que vive sido denunciadas por Niels Melzer.