CEDEAO condena tomada de poder militar na Guiné-Bissau e exige restauração da ordem constitucional

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Reunião aconteceu esta quinta-feira, em formato digital

A CEDEAO reafirmou, em cimeira de emergência realizada nesta quinta-feira, sua posição de firme condenação à tomada do poder pela força na Guiné-Bissau, exigindo a libertação imediata de autoridades detidas e a retoma urgente do processo eleitoral interrompido.

A reunião, convocada após um grupo de militares declarar ter assumido o controle do País, na quarta-feira, 26, na véspera da divulgação dos resultados das eleições gerais do passado domingo, reuniu líderes dos Estados-membros, incluindo Cabo Verde, para definir uma resposta regional à crise.

O golpe militar foi anunciado um dia antes da previsão de divulgação dos resultados eleitorais da eleição presidencial e legislativa — num momento em que as missões de observação internacional haviam concluído reuniões com os dois principais candidatos, os quais manifestaram compromisso em aceitar os resultados.

A CEDEAO e a UA alertam que a crise em Bissau não compromete apenas as aspirações democráticas da Guiné-Bissau, mas também a estabilidade da região da África Ocidental, exigindo uma ação imediata para restaurar o Estado de direito.

Durante a cimeira desta quinta-feira, os Chefes de Estado e de Governo da CEDEAO deliberaram sobre medidas concretas para pressionar pela restauração constitucional, inclusive mediante sanções ou exigência de transição urgente com respeito às instituições democráticas.

A CEDEAO convoca a comunidade internacional a acompanhar de perto os desenvolvimentos, manifestando disponibilidade para mediar o retorno à legalidade eleitoral e institucional.