CEDEAO: Jorge Santos pede explicações pelo adiamento do encontro do Sal

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Presidente da Assembleia Nacional diz-se “surpreendido, indignado e chocado” com a decisão “unilateral e pessoal” do Presidente do Parlamento da CEDEAO e pede explicações para esta alteração

A conferência e a sessão extraordinária do Parlamento da CEDEAO que deveria acontecer desde a última quarta-feira, 27, até 9 de março, na ilha do Sal, cancelada em cima da hora, indignou o Presidente da Assembleia Nacional que já solicitou informações sobre este adiamento inusitado.

Jorge Santos terá endereçado uma missiva aos cindo Deputados Cabo-verdianos junto do Parlamento da CEDEAO a solicitar informações sobre a decisão do Presidente do organismo. Na carta, o Chefe da Casa parlamentar Cabo-verdiana não esconde a sua estranheza pela alteração da data e local dos encontros sem que nem o Parlamento da CEDEAO nem o seu Presidente tenham feito “qualquer comunicação oficial” às Autoridades Cabo-verdianas que estavam engajadas na preparação do encontro do Sal.

“A Assembleia Nacional de Cabo Verde, recebeu com responsabilidade a decisão da Mesa do Parlamento da CEDEAO e tudo temos feito para o sucesso da conferência e da sessão extraordinária na ilha turística do Sal”, lê-se na missiva.

“Esta decisão surpreende-me e fico indignado e chocado”, escreveu Jorge Santos, para quem a mesma decisão de alterar o local e data do encontro “não respeita” os princípios democráticos de boa governação e transparência que Cabo Verde defende.

Para Jorge Santos, estamos perante uma decisão “unilateral e pessoal” do Presidente do Parlamento da CEDEAO e que “prejudica grandemente” a boa imagem e a credibilidade de Cabo Verde.

O PAN lembra que o Arquipélago é membro da CEDEAO e como tal exige que seja tratado com “respeito e dignidade”.

Refira-se que os encontros que deviam acontecer na ilha do Sal foram cancelados e transferidos para o Senegal, ainda no decurso de março.

O Parlamento da CEDEAO justificou-se com questões de eleições no Senegal, Nigéria e Guiné-Bissau, bem como os custos de transporte para mudar a reunião que seria a primeira de grande nível do Parlamento comunitário nas nossas ilhas.

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