
Esta é a decisão saída da reunião dos líderes dos Estados-membros da CEDEAO, que decidiram também mandar uma missão ao País
A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental, CEDEAO, “decidiu suspender a Guiné-Conacri de todos os seus órgãos de decisão e solicita que estas decisões sejam aprovadas pela União Africana e pelas Nações Unidas”, apontou o Ministro do Negócios Estrangeiros do Burkina Faso, Alpha Barry, após uma cimeira realizada por videoconferência.
De acordo com o governante, citado pela agência France-Presse, uma “missão de alto nível” será enviada para a Guiné-Conacri na quinta-feira para “discutir com as novas autoridades”. Segundo Barry, após esta missão, que tem, atualmente, uma duração indeterminada, a CEDEAO “irá rever as suas posições”.
O chefe da diplomacia do Burkina Faso referiu ainda que os líderes da organização regional “exigiram o respeito pela integridade física do Presidente Alpha Condé”, que foi deposto no domingo, e a “libertação imediata” do chefe de Estado e de todos os que foram presos.
Alpha Barry apelou ainda aos militares para “colocarem em prática um processo que permita um regresso rápido à ordem constitucional normal”.
Alpha Condé, que governou a Guiné-Conacri desde 2010 até ao passado domingo, foi derrubado e preso por membros do Grupo das Forças Especiais do Exército do País, liderado pelo tenente-coronel Mamady Doumbouya, que justificou o golpe como uma ação para criar as condições para o Estado de direito.

