CEDEAO volta a ameaçar Guiné-Bissau com mais sanções

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Organização critica também a intervenção dos militares na Guiné-Bissau e pede fim às ações levadas a cabo que se assemelha a anarquia

A CEDEAO voltou hoje a ameaçar impor sanções a quem atente contra a ordem constitucional estabelecida na Guiné-Bissau, acusando os militares de se imiscuírem nos assuntos políticos.

A organização condena todas as ações tomadas “contrárias aos valores e princípios democráticos” e que atentam contra a ordem constitucional estabelecida e “expõem os seus autores a sanções”.

Para a CEDEAO, a crise agravou-se na Guiné-Bissau com a investidura de dois chefes de Estado fora do quadro legal e constitucional, numa altura em que a disputa sobre as eleições presidenciais está pendente no Supremo Tribunal da Justiça. A organização diz que a coexistência de dois Primeiros-Ministros está a minar os esforços em curso para tirar o País da crise política.

Uma outra preocupação dessa organização regional tem que ver com os graves riscos de conflitos internos ligados à degradação prolongada da situação política e pede que seja posto um fim, sem demora, às ações levadas a cabo, “sinónimo de anarquia”.