Centrais sindicais exigem trabalho digno, revisão da proteção social e aumento salarial ao novo Governo

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UNTC-CS e CCSL pedem mais diálogo social, proteção para trabalhadores informais e salário mínimo de 50 mil Escudos até 2040

As duas centrais sindicais de Cabo Verde apresentaram, esta sexta-feira, 22 de maio, as primeiras exigências ao futuro Governo suportado pelo PAICV, vencedor das eleições legislativas de 17 de maio, defendendo reformas profundas nas políticas laborais, maior proteção social e valorização dos salários.

A secretária-geral da UNTC-CS, Joaquina Almeida, anunciou que a central sindical já preparou um caderno de encargos para apresentar ao novo Executivo, destacando como prioridade a implementação efetiva do programa “País de Trabalho Digno”, lançado em 2013.

A dirigente sindical defendeu ainda a revisão do Código do Regime de Proteção Social Obrigatório, considerando que o atual modelo “não responde adequadamente às necessidades dos trabalhadores” e levanta preocupações ligadas à justiça social.

Joaquina Almeida pediu “mais diálogo social real e não formal”, mais respeito pelas organizações representativas dos trabalhadores e políticas públicas centradas no trabalho digno.

Por sua vez, o presidente da CCSL, José Manuel Vaz, alertou para a situação dos milhares de trabalhadores do setor informal, que, segundo afirmou, trabalham sem férias, descanso semanal, segurança social ou reforma.

O sindicalista defendeu uma atenção especial aos trabalhadores informais durante a próxima legislatura e reiterou a meta da central sindical de elevar o salário mínimo nacional para 50 mil Escudos até 2040.

José Manuel Vaz lembrou ainda que já existe um entendimento alcançado em sede de concertação social para um aumento do salário mínimo para cerca de 25 mil Escudos no próximo ano.

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