Cerca de 1.300 pessoas detidas em quarta noite de violência em França

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Entre a noite de sexta-feira e este sábado, 1 de julho, a polícia Francesa deteve um número recorde de 1.311 pessoas, face aos tumultos urbanos que entraram no quarto dia consecutivo

Segundo o Ministério do Interior de França, os protestos e os tumultos urbanos desencadeados desde terça-feira, após a morte de um adolescente de 17 anos, abatido a tiro pela polícia depois de não ter respeitado uma “operação stop”, tiveram menos intensidade do que nos dias e noites anteriores.

Uma força policial de cerca de 45 mil polícias ajudou a conter a violência nesta quarta noite de tumultos, mas o balanço é pesado.

O Ministério do Interior, indicou que 79 polícias e gendarmes “ficaram feridos”, cerca de 1.350 veículos foram incendiados, 234 edifícios foram queimados ou danificados e cerca de 2.560 incêndios foram registados na via pública.

Marselha, a segunda maior Cidade do sul de França, teve uma noite agitada, o que levou o Ministro do Interior, Gérard Darmanin, a enviar reforços para a Cidade.

A polícia já tinha registado 88 detenções por volta das 2h00, desde o início da noite, com grupos de jovens muitas vezes mascarados e “muito móveis”.

Durante uma visita ao noroeste de Paris, Darmanin informou, a meio da noite, que a violência era “menos intensa”, com 471 pessoas já detidas em todo o País e focos de tensão, nomeadamente em Marselha e Lyon, grandes cidades do sudeste.

Na manhã deste sábado, o número de pessoas detidas rondava o milhar, mais do que nas noites anteriores, quando a polícia deteve cerca de 900 pessoas.

Em Lyon e Grenoble, centro-leste, os confrontos estenderam-se pela noite dentro entre bandos de jovens, muitas vezes encapuzados, que andavam a correr ou de trotineta e confrontaram a polícia, que respondeu com granadas de gás lacrimogéneo.

A região Parisiense não foi poupada, com três cidades próximas da Capital a decidirem impor o recolher obrigatório, tal como outras cidades das províncias.