CFP considera realistas previsões económicas para 2027, mas alerta para riscos externos e orçamentais

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O Conselho das Finanças Públicas (CFP) considera globalmente plausíveis as previsões macroeconómicas do Governo para 2027, mas alerta para riscos externos e internos que poderão comprometer o crescimento económico e as metas orçamentais

Numa nota de imprensa divulgada esta manhã, o CFP refere que o Governo prevê um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 5,6% e uma inflação de 2,0% em 2027, enquanto as projeções independentes do Conselho apontam para um crescimento de 5,3% e uma inflação de 2,2%.

No plano orçamental, o Governo perspetiva uma redução do défice de 1,9% do PIB, em 2026, para 1,0% em 2027, enquanto a dívida pública deverá baixar de 94,1% para 90,4% do PIB no mesmo período.

Apesar de considerar estas metas alcançáveis, o CFP alerta para os efeitos de um eventual abrandamento da economia europeia, da instabilidade dos preços internacionais da energia e dos alimentos e do agravamento das tensões geopolíticas.

Internamente, destaca os riscos associados às empresas públicas, aos passivos contingentes e aos fenómenos climáticos extremos, que poderão pressionar as contas públicas.

O Conselho recomenda, por isso, prudência na gestão orçamental, realismo nas previsões económicas e controlo dos riscos, de forma a garantir a sustentabilidade das finanças públicas e a capacidade de resposta do país a eventuais choques económicos.

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