O Primeiro-Ministro lançou este sábado, 14, o desafio no quadro da sua visita à Santa Sé e durante uma reunião de trabalho com o chefe da diplomacia do Vaticano
Ulisses Correia e Silva manifestou o desejo de que o País passe a contar com uma representação residente da Nunciatura Apostólica, sublinhando as especificidades do Arquipélago e a importância do reforço das relações institucionais com o Vaticano.
O repto foi apresentado durante uma reunião com o Secretário de Estado da Santa Sé, o Cardeal Pietro Parolin, que decorreu após a audiência com o Santo Padre, hoje. Segundo o Chefe do Governo Cabo-verdiano, o encontro foi “proveitoso” e permitiu aprofundar o diálogo político e diplomático entre Cabo Verde e a Santa Sé.
Durante a reunião, Ulisses Correia e Silva destacou a relevância histórica e social da Igreja Católica em Cabo Verde e defendeu que uma Nunciatura Apostólica residente poderia representar um passo significativo no fortalecimento das relações bilaterais, promovendo maior proximidade institucional e uma cooperação ainda mais estruturada em áreas de interesse comum.
O Primeiro-Ministro enfatizou que o pedido tem em conta as especificidades de Cabo Verde enquanto Estado insular, democrático e estável, com uma forte tradição de diálogo interinstitucional. A presença permanente de um representante diplomático da Santa Sé no País seria, no entendimento do Primeiro-Ministro, um sinal claro de confiança e reconhecimento do papel de Cabo Verde no contexto regional.
A situação de instabilidade na África Ocidental, particularmente no espaço da CEDEAO, também mereceu especial atenção durante o encontro. O Primeiro-Ministro partilhou preocupações relacionadas com os desafios securitários e políticos que afetam a sub-região, sublinhando a importância do diálogo, da mediação e da promoção da paz, áreas em que a diplomacia da Santa Sé tem desempenhado um papel relevante no cenário internacional.
A reunião com o Cardeal Pietro Parolin sucedeu à audiência que o Primeiro-Ministro manteve com o Papa Leão XIV.


