China diz-se “imparcial” no conflito na Ucrânia

0

A China anunciou hoje que a sua posição sobre o conflito na Ucrânia é “completamente objetiva, imparcial e construtiva”, e acusou os Estados Unidos de espalharem “desinformação” sobre a possibilidade de prestar apoio militar a Moscovo

Pequim recusou-se a criticar a Rússia pela invasão da Ucrânia, ou mesmo referir-se ao conflito como uma “guerra”.

O Embaixador da União Europeia em Pequim, Nicolas Chapuis, pediu à China para apoiar a Ucrânia, realçando que “não pode haver a chamada neutralidade”.

Em conferência de Imprensa em Roma, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros Zhao Lijian, disse que os EUA “criaram e espalharam desinformação”, frisando que “isso não revela apenas falta de ética, mas é também imoral e irresponsável”.

“O que os EUA deviam fazer é refletir profundamente sobre o papel que desempenharam no desenvolvimento e evolução da crise na Ucrânia, e fazer algo prático para aliviar a tensão”, ressaltou Zhao.

A China tem mantido uma posição ambígua em relação à Ucrânia. Por um lado, defendeu que, todas as nações devem ser respeitadas, pressupondo uma postura contra qualquer invasão, mas por outro lado, opôs-se às sanções impostas contra a Rússia e apontou a expansão da NATO para o leste da Europa como a raiz do problema.

O Conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, Jake Sullivan, disse a Pequim, para definir com clareza a sua posição, e alertou a delegação Chinesa, novamente, que a assistência à Rússia, incluindo ajudar o País a evitar sanções impostas pelos EUA e os aliados ocidentais, terá um preço a pagar.