China pede aos EUA que “cancelem imediatamente” venda de armas a Taiwan

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China pediu nesta quinta-feira, 24, aos Estados Unidos da América que “cancelem imediatamente” o seu mais recente plano de venda de caças F-16 e sistemas de rastreamento infravermelho a Taiwan, avaliado em cerca de 500 milhões de dólares

“Achina insta os EUA a cancelarem imediatamente o seu mais recente plano de venda de armas a Taiwan e a abandonarem o caminho perigoso de armar o território”, disse o porta-voz do ministro dos Negócios Estrangeiros, Wang Wenbin, em conferência de imprensa.

O porta-voz acrescentou que a “China vai adotar medidas fortes, para salvaguardar a sua soberania e integridade territorial”.

O Governo Norte-americano aprovou na quarta-feira o plano de venda avaliado em cerca de 500 milhões de dólares.

O Gabinete do Representante Cultural e Económico de Taiwan, a embaixada de facto do território nos EUA, pediu ao executivo Norte-americano autorização para realizar a compra à fabricante de armamento Lockheed Martin, segundo um comunicado do Departamento de Estado.

O pedido formal do comprador é o primeiro passo no processo de venda de armas militares dos EUA ao exterior. Em seguida, o Departamento de Estado autoriza a venda, que depois passa pelo Congresso, que toma a decisão final.

O pedido de Taipé inclui material de apoio para os caças F-16, munições, programas de computador e equipamento para treino militar.

Segundo Taipé, o negócio “enfatiza o compromisso da administração de (Presidente Norte-americano) Joe Biden com a Lei das Relações com Taiwan” e reflete a importância estratégica da paz e estabilidade no Estreito de Taiwan.