Chipre em estado de choque com assassínio em série de mulheres e crianças estrangeiras

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Pelo menos cinco mulheres e duas meninas foram mortas por um militar nos últimos três anos. As autoridades de Nicósia estão a ser acusadas de não terem investigado o desaparecimento das vítimas por estas não serem cipriotas

A polícia do Chipre encontrou no último domingo, 28, o corpo de uma quarta vítima no âmbito da investigação ao caso de um assassino em série que confessou a morte de pelo menos sete mulheres e crianças ao longo dos últimos três anos. A série de crimes não tem precedentes naquela ilha do Mediterrâneo e está a transformar-se num escândalo político, com Partidos e associações de imigrantes a criticarem a lentidão das autoridades na investigação ao paradeiro das vítimas, todas de origem ou ascendência estrangeira.

O suspeito, um militar cipriota de 35 anos, admitiu às autoridades que matou cinco mulheres que tinha conhecido através de plataformas de encontros online. Em dois dos casos, matou também as respetivas filhas das vítimas.

Os corpos de três vítimas foram colocados em malas e atiradas para o Mitsero, um lago de águas tóxicas, resultante de uma exploração mineira abandonada, localizado a oeste da capital Nicósia. Uma quarta vítima foi encontrada num poço na mesma zona.

Segundo a agência de notícias do Chipre, citada pela CNN, o suspeito está a colaborar com as autoridades na localização dos cadáveres.

Entre as vítimas já identificadas estão uma mulher filipina de 38 anos e a sua filha de seis, e ainda uma mulher nepalesa, todas dadas como desaparecidas desde setembro de 2016. Por encontrar estão ainda os restos mortais de uma mulher romena de 36 anos e da sua filha de oito, bem como outra mulher das Filipinas com 31 anos.

Estas situações têm provocado reações e posicionamentos seja de Partidos da Oposição seja de organizações de apoio a imigrantes e refugiados. Até manifestações já foram realizados contra a forma como o caso está a ser investigado.