Onda de sofrimento causada pelo ciclone devastou vários Distritos naquela Província de Moçambique. Cerca de 80% das famílias com casas de construção local “estão destruídas”
A dor e o sofrimento continuam presentes na região de Cabo Delgado, Moçambique. Aos problemas que vinham acontecendo, a situação agravou-se com as manifestações em decorrência das eleições geral e complicaram muito recentemente com a passagem do ciclone Chido, que agudizou a crise.
Dom António Juliasse, Bispo de Pemba, testemunhou o sofrimento das pessoas no terreno, e lamenta que no contexto específico de Cabo Delgado, a onda de sofrimento do Chido, “devastou vários Distritos na Província”, uma situação que segundo ele vai demorar a passar.
No terreno, o líder Católico testemunhou que nas zonas devastadas, cerca de 80% das famílias com casas de construção local, com material local, como paus e capim, “estão destruídas”, e vai dizendo que estas famílias vão passar o Natal “sem habitação, sem teto” pois perderam tudo o que tinham. “Do ponto de vista social não há razões para festejar o Natal”, advoga.
Em declarações reproduzidas pela Rádio Renascença de Portugal, o Bispo manifestou a sua desolação pelo cenário que encontrou e pelo fato de, por agora, ser praticamente nula a ajuda no terreno. “Por onde eu passei a única coisa que vi foi a eletricidade de Moçambique que está a tentar levantar os postes de energia caídos e não vi mais nada”, disse.
O número de vítimas mortais do Chido continue a subir e o Bispo relata duas grandes preocupações imediatas: dar teto a quem ficou sem e arranjar novas sementes que também foram destruídas pelas chuvas. Teme-se o agravar da situação com o aproximar da época da chuva no País.
“Há de ser um sofrimento muito grande”, estima o Prelado.


